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Rodovias federais de RO seguem com 15 pontos de bloqueios contra o resultado das eleições, segundo PRF

Fonte: Da redação TribunaTOP - Em Eleições 2022 - 01/11/2022 09:04:00 hrs

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Rodovias federais de RO seguem com 15 pontos de bloqueios contra o resultado das eleições, segundo PRF
Reprodução/G1 RO

A Polícia Rodoviária Federal disse, em nota que Rondônia ainda tem 15 pontos de bloqueios em rodovias federais feitos por manifestantes bolsonaristas em protesto contra os resultados nas urnas. Até o final da noite de segunda-feira, eram registrados mais de 20 pontos.

As interdições nas BRs iniciaram ainda no domingo (30), pouco após o encerramento da contagem de votos do segundo turno das eleições e que elegeram Lula (PT) como presidente para os próximos 4 anos.

Os bloqueios acontecem em trechos das BR-364, BR-429 e BR-425. Na manhã desta terça-feira (1º), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou os trabalhos para a liberação das vias após uma liminar da Justiça Federal determinar os desbloqueios nas estradas. Dos 22 pontos, a PRF diz que 7 foram desbloqueados durante esta terça. 

Ainda segundo a PRF, até às 19h, os pontos de bloqueio estavam nos seguintes pontos:

  • BR-364 Km 1069 - Distrito de Nova Califórnia, Porto Velho
  • BR-364 Km 1040 - Distrito de Extrema, Porto Velho
  • BR-364 Km 910 - Porto Velho
  • BR-364 Km 801 - Distrito de Jaci-Paraná
  • BR-364 Km 631 - Candeias do Jamari
  • BR-364 Km 512 - Ariquemes
  • BR-364 Km 426 - Jaru
  • BR-364 Km 337 - Ji-Paraná
  • BR-364 Km 273 - Presidente Médici
  • BR-364 Km 235 - Cacoal
  • BR-364 Km 16 - Vilhena
  • BR-425 Km 96 - Nova Mamoré
  • BR-425 Km 140 - Guajará-Mirim
  • BR-429 Km 166 - São Miguel do Guaporé
  • BR-429 Km 90 - Alvorada do Oeste

Atuação da Polícia Militar

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta terça-feira (1º) que as polícias militares podem desobstruir inclusive as estradas federais bloqueadas no país e identificar, multar e prender os responsáveis pelos bloqueios ilegais.

O Governo do Estado informou que as forças de segurança do estado estão de prontidão, caso seja necessário, para atuar nas negociações em apoio à PRF.

Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec) informou que, caso sejam acionadas, as forças de segurança têm como objetivo conscientizar os manifestantes sobre os impactos negativos da interdição.

Derrota nas urnas

Na tarde desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez após os resultados das urnas. Em seu discurso, de pouco mais de dois minutos, Bolsonaro disse que "os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral".

Bolsonaro disse ainda que "manifestações pacíficas são bem-vindas", mas que os métodos de seus aliados "não podem ser os da esquerda que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir". 

Disse também que deverá agir "dentro das quatro linhas da Constituição", dando sequência ao processo de transição entre os governos Bolsonaro e de Lula.

Logo após o discurso, Bolsonaro foi ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde conversou com ministros da Suprema Corte. Em nota, ministros consideraram importante Bolsonaro ter reconhecido a derrota na eleição e ter criticado os bloqueios feitos em rodovias por apoiadores do governo.

"Os ministros do STF reiteraram o teor da nota oficial divulgada, que consignou a importância do reconhecimento pelo presidente da República do resultado final das eleições, com a determinação do início do processo de transição, bem como enfatizou a garantia do direito de ir e vir, em razão dos bloqueios nas rodovias brasileiras", afirmou a nota.

Também depois da reunião, o ministro Luiz Edson Fachin conversou com a imprensa. O magistrado disse que Bolsonaro usou o verbo "acabar" no passado ao se referir à eleição. "O presidente da República utilizou o verbo acabar no passado. Ele disse acabou. Portanto, olhar para a frente", afirmou Fachin.

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