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Fonte: Planeta Folha - Cristiano Lyra - Em Justiça - 12/12/2018 01:30:00 hrs
Ocorreu nesta terça-feira (11), o Júri Popular que tinha como réu Maurício da Silva Bila acusado de estar dirigindo o veículo Chevrolet/Cobalt no dia 20/11/2016 que terminou na morte das duas irmãs Karina de Souza Macedo e Karolaine de Souza Macedo e a mãe Naíde Gomes de Souza ferida em um atropelamento na Rua Guaporé.
O julgamento da Ação Penal, sob o nº 0001983-59.2016.8.22.0010 de responsabilidade da Juíza Claudia Vieira Maciel de Sousa, teve início as 08 horas da manhã de terça-feira (11) e terminou por volta das 22h:30m, no total foram ouvidos 15 testemunhas e o réu.
Após ouvirem as testemunhas, as partes sustentaram suas pretensões em plenário, sendo que o Representante do Ministério Público postulou a condenação nos exatos termos da pronúncia; a Defesa, por sua vez, pleiteou a desclassificação para homicídio culposo e absolvição quanto a lesão corporal da vítima Leila, esposa de Mauricio, e da imputação que prevista no artigo 305 do Código de Trânsito brasileiro. Havendo também a Réplica e Tréplica das partes.
A pena imposta ao Réu Mauricio da Silva Bila atualmente com 25 anos de idade foi de 13 anos e 05 meses, inicialmente em regime fechado para o cumprimento da pena, nos termos do artigo 33, §2º, alínea “a” do Código Penal. O mesmo já estava cumprindo pena domiciliar usando Tornozeleira Eletrônica.
Do fórum, Mauricio foi encaminhado imediatamente ao presidio de Rolim de Moura para cumprimento da pena, sendo que foi imputado ainda contra o mesmo, as custas processuais.
O julgamento ocorreu em primeira instância, sendo que o réu poderá ainda recorrer do processo em segunda instância.
Durante o julgamento, no momento que Mauricio era ouvido, o mesmo pediu para que a família de Karine e Karolaine os perdoasse pelo acontecido, e que o mesmo não havia atropelado as mesmas por querer. Neste momento, Naíde, mãe das vítimas se dirigiu a frente e os perguntou: “se fosse eu no seu lugar, você me perdoaria?”, Mauricio permaneceu calado até que a Juíza pediu a retirada de Naíde do plenário.
O julgamento serviu de atividades acadêmicas aos alunos do curso de direito das Universidades FAROL de Rolim de Moura, bem como da UNIR de Cacoal, que acompanhou o julgamento desde o inicio até a sentença.
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