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Manifestantes voltam a interditar rodovias federais em RO: Segundo PRF, são 11 pontos de bloqueios

Fonte: Da redação TribunaTOP - Em Trânsito - 18/11/2022 12:00:00 hrs

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Manifestantes voltam a interditar rodovias federais em RO: Segundo PRF, são 11 pontos de bloqueios
Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Rondônia informou, na manhã desta sexta-feira (18), que manifestantes contrários aos resultados das eleições ocorridas há mais de 15 dias voltaram a interditar as rodovias federais no estado.

Em Rondônia, até as 11h, a PRF registrava manifestações na BR-364, BR-435 e BR-425:

  • BR-364, Km 1070: Distrito de Nova Califórnia, em Porto Velho
  • BR-364, Km 1040: Distrito de Extrema, em Porto Velho
  • BR-364, Km 514: Ariquemes
  • BR-364, Km 427: Jaru
  • BR-364, Km 383: Ouro Preto do Oeste
  • BR-364, Km 337: Ji-Paraná
  • BR-364, Km 305: Presidente Médici
  • BR-364, Km 234: Cacoal
  • BR-364, Km 16: Vilhena
  • BR-435, Km 84: Colorado do Oeste
  • BR-425, Km 96: Nova Mamoré

Ainda segundo a PRF, são registradas manifestações em Rondônia e na BR-174 e BR-163 no Mato Grosso.

Os manifestantes não aceitam a derrota do atual presidente, Jair Bolsonaro, nas urnas e pedem intervensão das forças armadas diante de suposta fraude nas eleições. Além disso, são contra decisões do Supremo Tribunal Federal que mandou multar pessoas físicas e jurídicas que financiam as manifestações.

Bloqueio de contas

Segundo informações, as manifestações desta sexta seria em virtude de uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em bloquear pelo menos 43 contas de supostos apoiadores dos atos. Ao todo, são 33 empresas e 10 pessoas físicas que estariam financiando as barricadas em rodovias e as aglomerações em frente aos quartéis "com fornecimento de estrutura completa (refeições, banheiros, barracas, etc) para a manutenção do abuso do direito de reunião", afirmou o ministro em nota. Veja a lista.

Conforme o ministro do STF, o bloqueio nas contas tem o objetivo de frear a utilização de recursos para financiar atos ilícitos e antidemocráticos.

Ainda na decisão, Alexandre de Moraes reforçou que a Polícia Rodoviária Federal apontou que empresários estariam financiando os atos antidemocráticos fornecendo estrutura completa com refeições, banheiros e barracas, por exemplo.

Para o ministro, o exercício de greve, de reuniões e passeatas não pode ferir outros direitos coletivos.

Para fundamentar a decisão, Moraes apontou o “abuso reiterado do direito de reunião, direcionado, ilícita e criminosamente, para propagar o descumprimento e desrespeito ao resultado do pleito eleitoral com consequente rompimento do Estado Democrático de Direito e a instalação de um regime de exceção. Não obstante a referida providência, as informações prestadas pela Polícia Rodoviária Federal dão conta de que empresários estariam financiado os atos antidemocráticos sob análise, com fornecimento de estrutura completa (refeições, banheiros, barracas, etc) para a manutenção do abuso do direito de reunião, além do fornecimento de diversos caminhões para o reforço da manifestação", afirmou.

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