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Campanha de Bolsonaro culpa Guedes por avanço de Lula em pesquisas e cobra 'cavalo de pau' para aliviar economia do país

Fonte: G1 - Em Política - 01/06/2022 11:49:00 hrs

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Campanha de Bolsonaro culpa Guedes por avanço de Lula em pesquisas e cobra
Reprodução

Desde que a última pesquisa Datafolha divulgada apontando que o ex-presidente Lula (PT) tem 21 pontos de vantagem à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), o QG político da reeleição entrou em rota de colisão com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Nos bastidores, assessores políticos de Bolsonaro culpam Guedes por ser "resistente" e não ceder ao subsídio temporário aos combustíveis, o que aliviaria o preço para o consumidor final.

Guedes, após conseguir emplacar o novo ministro de Minas e Energia e indicar o terceiro presidente da Petrobras no governo Bolsonaro – que ainda precisa ser aprovado – passou a ser o responsável por resolver a questão dos combustíveis. Mas a ala política do governo critica a Economia, pois afirma que as medidas de Guedes podem não fazer efeito na eleição e pressionam por um "cavalo de pau" imediato na economia.

Uma das propostas que a ala política quer emplacar é usar uma parte dos royalties do estatal para subsidiar os combustíveis – o que a equipe econômica refuta, até aqui, argumentando que furaria o teto de gastos.

Mas, para a equipe política de Bolsonaro, não há mais alternativa se o presidente quiser conter o avanço de Lula nas pesquisas, que atribuem ao aumento dos combustíveis.

Segundo fontes, a frase repetida à exaustão entre ministros é de que a definição da eleição está nas mãos do governo já que é a "economia que elege e derruba presidente". A justificativa de que a guerra e a inflação são globais é uma coisa – agora, repetem assessores políticos, a eleição é local e a população brasileira não entende a explicação do governo de que demais países estão piores do que o Brasil. "O eleitor está preocupado com o arroz e feijão dele, não quer saber o que está acontecendo na Europa quando não consegue comer", diz um ministro.

Diante desse diagnóstico, a pressão para que Guedes ceda e conceda um subsídio também ganhou reforço na Câmara. Deputados aliados ao governo afirmam ao blog que é preciso declarar uma situação de "emergência", com a desculpa da guerra, e liberar o subsídio. "Ou vai ou vai", resume a estratégia um dos mais próximos interlocutores políticos do presidente.

A preocupação de Bolsonaro não é sem razão: o comitê de Lula considera que "acertou o tom" ao definir como mote da campanha a crítica à agenda econômica do presidente da República. A estratégia é repetir nos comerciais e inserções críticas à inflação e ao aumento dos combustíveis.

Segundo o blog apurou, o presidente da Câmara, Arthur Lira – um dos líderes do Centrão e que está alinhado com Bolsonaro na questão dos combustíveis – deve procurar Guedes para pressioná-lo a mudar de postura no assunto.

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