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Fonte: CNN Brasil, G1 - Em Saúde - 26/03/2021 09:55:00 hrs

O Instituto Butantan desenvolveu uma nova fórmula de vacina contra a Covid-19. A entidade ligada ao Governo de São Paulo pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a testagem.
O governador João Doria (PSDB) convocou uma entrevista coletiva para a manhã desta sexta-feira (26), ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, para dar uma notícia "da ciência, que nos enche esperança na luta contra a Covid-19".
Diferentemente da Coronavac ou da vacina de Oxford, em que os parceiros nacionais podem produzir uma capacidade limitada de doses, na nova vacina, o Instituto Butantan é o principal desenvolvedor dentro de um consórcio e poderá produzir a maior parte dos imunizantes.
A informação do desenvolvimento da vacina, que se chamará Butanvac, foi confirmada pela CNN na noite de quinta-feira (25). O pedido de autorização para testes contempla as fases 1 e 2 dos estudos, que analisam a segurança e a capacidade de promover resposta imune. A fase da eficácia, na qual as vacinas podem pedir o uso emergencial ou o registro definitivo, é a terceira fase.
O Butantan já é protagonista na vacinação contra a Covid-19 no Brasil com a Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O Instituto Butantan conduziu a testagem do imunizante no país e é o responsável pelo envase do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), importado da China.
Resumo do anunciado pelo Butantan:
Dimas Covas defende que a vacina faz parte de uma nova geração de imunizantes, e acredita que a fase de teses possa ser mais rápida, o que permitiria iniciar a vacinação no curto prazo. Entretanto, as doses só poderão ser usadas após liberação da Anvisa.
O diretor do Butantan afirmou que a vacina foi enviada para outros países na fase pré-clínica, e que os testes feitos em animais na Índia apontaram resultados excelentes.
Entretanto, nenhum detalhe dos estudos foi apresentado durante a coletiva de imprensa. O Instituto também não destacou quem será o público-alvo dos testes clínicos realizados no país caso a Anvisa aprove.
O pedido de autorização se refere às fases 1 e 2 de testes da vacina, nas quais serão avaliadas segurança e capacidade de promover resposta imune com 1.800 voluntários. Na fase 3, até 9.000 pessoas irão participar e a etapa vai estipular a eficácia. O objetivo é encerrar os testes e ter 40 milhões de doses da vacina prontas antes do final de 2021.
O Instituto participa de um consórcio e produzirá no Brasil um grande quantitativo de doses. Além de atender à demanda nacional, o compromisso é fornecer a vacina para países de baixa renda.
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