Rolim de Moura - RO, Sábado, 23 de Janeiro de 2021 - 00:00

Rolim de Moura: Reunião na Câmara de Vereadores debate sobre ações do município quanto ao decreto estadual de combate ao covid-19

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Fonte: Da Redação TribunaTop - Em Geral - 09/01/2021 03:02:00 hrs

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Rolim de Moura: Reunião na Câmara de Vereadores debate sobre ações do município quanto ao decreto estadual de combate ao covid-19
Reprodução/TV Câmara RM/StudioMax

Na tarde deste sábado (09), uma reunião foi convocada às pressas com secretários e equipe de saúde para falar acerca do decreto do governo do Estado que reclassificou Rolim de Moura para a Fase 01 do plano Todos Por Rondônia.

A reunião contou com a presença do prefeito eleito, Aldo Julio, o secretário de saúde, Roberto Fuji, profissionais de saúde que trabalham no setor de Epidemiologia e da Unidade Sentinela, dentre outras personalidades e vereadores.

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Em sua fala, o prefeito Aldo Julio disse que o município foi abordado pelo decreto do Governo do Estado de surpresa. Segundo ele, o número de casos ativos apresentado no decreto não está correto. Disse também que esteve conversando com o governador em exercício, Zé Jodan, e pediu para que ele revise a reclassificação do município. Porém, disse que o município irá seguir o decreto, mas que deve-se chegar a um consenso que não agrida a economia do município.

A enfermeira Janaína Travassos, que trabalha no setor de Epidemiologia do município e também ficará à frente do Comitê de Combate ao Covid-19 que será reestruturado, disse que devido ao recesso de fim de ano, o número de exames que chegou ao setor foi muito grande e a equipe está trabalhando para atualizar os dados.

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Segundo ela, a parcial de pacientes em tratamento está em 133 casos ativos. “Mas esse número pode ser maior, pois temos um número grande de fichas que precisam ser inseridos nos sistemas nacional e o da prefeitura. O que mais preocupa é o número de pacientes graves. Hoje temos 10 pacientes graves. Nos últimos dias, 5 pessoas morreram. Nós estamos colhendo as conseqüências das festas de Natal e Ano Novo. Nós temos uma família com 14 pessoas doentes. Como profissionais, nós sofremos com o Sentinela sempre lotado. Mas se a pessoa não se cuida, mas se ela adoece, ela quer prioridade, quer remédio na mão, quer tudo”, disse ela, que frisou que o Comitê é à favor de restrições, “o comércio sempre foi parceiro, fazendo sua parte. Mas temos locais que são de aglomeração. Então é necessário que temos essa medida para que diminua a quantidade [de casos positivos]”.

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A enfermeira Elisangela Xavier, que trabalha na Unidade Sentinela e também fará parte do comitê, disse que o município teve, sim, seus momentos de tranqüilidade, onde era visto poucos casos positivos. “Hoje estamos voltando a ter um grande número de atendimentos. É impossível atender toda a população ao mesmo tempo. Hoje, a população não fez a lição de casa, não entendemos o que é isolamento social. Não era pra deixar de ir fazer suas compras nos mercados, era pra não se aglomerar, não fazer festas. E nós não temos funcionários para prestar o atendimento que a população pede para ter. Recentemente, fizemos um seletivo pra profissionais de enfermagem no hospital e ninguém assumiu. Então, nós teremos um aumento na procura, com quantitativo reduzido, mas a população quer atendimento. Então, as medidas que serão tomadas nesse decreto vão refletir em como vamos lhe dar com isso lá na frente”.

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Kelly Rodrigues, presidente da Acirm e Secretária de Planejamento, disse que as pessoas não estão mais com medo do vírus. Segundo ela, “se darmos um recesso de alguns dias nós estamos dando férias pra população. E o que fazemos quando estamos de férias? Você passeia. O fechamento do comércio, eu não concordo. Se fechar, o povo sai de casa, vai passear. Tem que ter fiscalização, não adianta fechar sem fiscalização. Por exemplo, nós temos um problema no ramo de alimentação noturno. Eles entraram em consenso, em grande maioria, e falaram Kelly, se for preciso corte bebida alcoólica, porque nosso problema está no álcool. Muitos não saem pra comer, saem pra beber. Então, eles preferem que cortem o álcool nesses 15 dias, dêem um tempo, um horário restritivo para funcionamento, mas que não deixem de servir uma comida, um refrigerante, um suco. Vai diminuir? Vai e muito. Acho que precisamos de medidas mais restritivas, mas que possamos começar sem ser tão rígido, sem fechar todo mundo, mas colocar uma medida que a pessoa possa cumprir. Agora, se não der certo, a gente faz o fechamento total”.

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Eduardo Staut, procurador do município, disse que o município não consegue conter os jovens em casa simplesmente evitando a bebida. Ele sugeriu que o município pegue o exemplo de Vilhena, aplicando um lockdown após as 23 horas, pois, em suas palavras, é o período em que mais se tem aglomeração, acidentes e um maior consumo do hospital. “Já que temos o indicativo de que festas e aglomeração podem ter sido o grande causador desse aumento [de novos casos], é exatamente aí que temos que atuar. Cortar o futebol, o clube, e efetivamente, aplicar essa restrição de circulação noturna. Acredito que não vai ter bebida no bar, ele vai levar de casa, vão se juntar e vão beber, porque tem os postos de gasolina e vão continuar se aglomerando”.

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Em sua fala, o advogado e vereador Ronny Ton fez um alerta ao executivo sobre o não cumprimento do decreto estadual. Segundo ele, não seguir o decreto seria um ato de insurgência contra o governo do Estado. "O fato é que existe um decreto do estado de Rondônia. Eu quero acreditar que o decreto foi publicado ouvindo um corpo técnico do estado. Arqui ninguem é nada perto dos responsáveis para tratar desse assunto que é a crise sanitária. A gente tem que ouvir os técnicos (...) Mas o fato é muito simples: nós temos um decreto estadual e temos que cumprir. O município não pode editar um decreto que imponham medidas menos rigorosas que o do estado, mas sim, com mais rigor. Tudo que estamos vivendo hoje é fruto do nosso comportamento desde lá de trás, negando, encontrando milagres pra salvar as pessoas, sendo que o melhor remédio contra o covid é a prevenção. Entendo a preocupação de todos, que o decreto do estado não impõe lockdown em canto nenhum, e sim, algumas atividade ficam restritas. Eu não participo de atos de insurreição, de sedição. Se nós temos um decreto estadual, nós temos vias adequadas para questiona-lo e não descumpri-lo".

Rolim de Moura: Reunião na Câmara de Vereadores debate sobre ações do município quanto ao decreto estadual de combate ao covid-19

O presidente da OAB Subseção de Rolim de Moura, Márcio Antônio, seguiu o pensamento do vereador Ronny Ton. Para ele "temos um decreto estadual que já impões restrições. Se o município pensa em mitigar essa decisão, nós entramos num campo juridicamente complicado. O município passa a descumprir uma norma estadual e isso trás consequências para o município. Em sua fala, o prefeito questionou os números apresentados no decreto estadual. O órgão técnico vem e diz que os números podem ser bem maior. Então, de fato, nós estamos na fase 01 (...) Quando agentes políticos falam sobre medicação me causa certa preocupação. Pois não compete a nós, agentes públicos, dar palpite sobre isso, é preocupante. Os agentes políticos devem ter cuidado com o que fala. Não podemos levar para a população que remédio A ou B, que não tem estudo científico, vá curar o covid. Eu tomo Ivermectina, eu posso sair, to imune e pronto. Cuidado com o que falemos, isso traz repercussão. Deixem as prescrições médicas aos médicos. O comitê é quem irá orientar o prefeito com questões técnicas. O comitê tem que ter representação do comércio, da política e de médicos. É de lá que devem vir deliberações que penso ser necessárias neste momento para todos nós". 

Ao finalizar a reunião, Aldo Júlio agradeceu a presença de todos e disse que o município vai seguir as determinações do decreto do Estado, que entra em vigor no próximo dia 11.

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