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Fonte: G1 - Em Política - 31/03/2020 09:15:00 hrs

O presidente Jair Bolsonaro foi aconselhado por assessores da ala militar a baixar o tom durante discurso na TV nesta terça-feira (31), embora não tenha alterado o conteúdo do que vem defendendo até agora no combate ao coronavírus.
Em sua fala nesta terça, Bolsonaro mudou o tom e não criticou diretamente o isolamento social como forma de conter o surto da doença Covid-19 – o método é defendido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo próprio Ministério da Saúde. No pronunciamento anterior, de 24 de março, ele havia pedido "volta à normalidade" e fim do "confinamento em massa".
Na avaliação de bastidor, auxiliares presidenciais compararam o pronunciamento de hoje com o da semana passada, feito com a ajuda do chamado “gabinete do ódio”, ala ideológica do governo. O tom do discurso desta terça-feira foi alinhado com ministros do governo que assumiram a linha de frente das ações do governo - a ala militar.
A ordem entre governistas é “ignorar” os panelaços (foram registrados panelaços pelo 15º dia seguido em várias cidades brasileiras, como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Maceió, Natal, e Distrito Federal). Assessores do presidente querem que ele faça um novo pronunciamento nesta quarta-feira (1º). Desta vez, usando o tempo na TV para reforçar medidas do Executivo na luta contra o vírus. O martelo será batido nesta quarta-feira.
Nesta terça, diferentemente do que fez pela manhã, na portaria do Palácio da Alvorada, Bolsonaro não usou a interpretação equivocada da fala do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, para criticar o isolamento social. Bolsonaro é um dos poucos chefes de Estado no mundo que defende a retomada da atividade econômica em meio à pandemia do coronavírus.
À noite, na TV, ele recorreu a trechos de uma fala de Adhanom, mas não criticou diretamente as medidas de isolamento. O presidente se disse preocupado com a vida e também com a manutenção dos empregos. Afirmou que o remédio não pode ser pior que os efeitos que a pandemia provocará.
Ele disse não pretender negar a importância das medias preventivas, mas ressalvou que é preciso pensar nos cidadãos "mais vulneráveis".
Bolsonaro elencou as medidas que o governo já tomou e destacou o congelamento dos preços dos remédio por 60 dias, que ele próprio anunciou nesta terça.
O presidente disse ter como missão "salvar vidas, sem deixar para trás os empregos".
Cidades brasileiras registram panelaço

Cidades brasileiras registraram panelaços contra o Jair Bolsonaro na noite desta terça-feira (31) durante o quarto pronunciamento do presidente em rede nacional sobre a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2).
Foi o 15º dia seguido em que ele foi alvo de gritos "fora, Bolsonaro" pelo país, em locais como São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Florianópolis, Goiânia, Maceió e Natal, além do Distrito Federal e de cidades da Grande São Paulo, dentre elas Osasco, e do ABC Paulista. Os primeiros panelaços contra o presidente ocorreram em 17 de março.
O pronunciamento desta terça foi o quarto de Bolsonaro sobre o coronavírus. No primeiro, no último dia 6, o presidente disse que não havia motivo para pânico, mesmo que o problema do coronavírus se agravasse.
No segundo, dia 12, disse que as manifestações previstas para o dia 15 eram “legítimas” e “espontâneas”, mas deveriam ser repensadas. No dia da manifestação a seu favor, o presidente participou do ato em Brasília.
No terceiro, dia 24, pediu a “volta à normalidade”, o fim do “confinamento em massa” e afirmou que a impressa espalhou “pavor”. Esse pronunciamento gerou forte repercussão entre políticos, partidos e entidades de diversos setores da sociedade.
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