08/05/2026 13:10 hrs
Economia
Fonte: Jornal Rondônia - Em Economia - 12/05/2026 08:18:00 hrs
A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal acendeu um forte sinal de alerta no agronegócio nacional e também em Rondônia, estado que possui uma das cadeias pecuárias mais importantes do país.
Com forte participação na produção de carne bovina e destaque crescente no mercado agropecuário brasileiro, Rondônia pode sentir os reflexos da medida anunciada pelo bloco europeu, principalmente caso as restrições avancem e atinjam diretamente o fluxo das exportações brasileiras nos próximos meses.
Na prática, produtos brasileiros como carne bovina, carne de frango, ovos, mel, peixes e outros derivados de origem animal poderão enfrentar barreiras para entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias impostas pelo bloco.
A medida gerou preocupação principalmente em estados ligados ao agronegócio, como Rondônia, onde a pecuária representa uma das principais forças econômicas.
Nos últimos anos, Rondônia consolidou crescimento expressivo na produção de carne bovina e no fortalecimento das exportações agropecuárias. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e se tornou peça importante dentro da cadeia nacional de proteína animal.
Por isso, representantes do setor acompanham o caso com atenção, temendo possíveis impactos comerciais, exigências sanitárias mais rígidas e aumento da pressão internacional sobre produtores brasileiros.
Apesar da repercussão, o principal ponto da decisão europeia não está relacionado à contaminação da carne brasileira, mas sim às regras de rastreabilidade sanitária e ao controle do uso de determinados antimicrobianos utilizados na criação animal.
Essas substâncias são usadas para combater microrganismos, porém a União Europeia possui regras rígidas sobre medicamentos considerados importantes também para tratamentos humanos. O receio europeu é que o uso inadequado desses produtos contribua para a resistência antimicrobiana, problema tratado como prioridade de saúde pública internacional.
Outro fator que aumentou a repercussão foi o fato de outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, continuarem autorizados a exportar normalmente para o mercado europeu.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido a decisão “com surpresa”. Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura, Desenvolvimento, Indústria e Relações Exteriores informaram que irão trabalhar para tentar reverter a situação.
Mesmo assim, a decisão aumenta a pressão sobre o sistema brasileiro de fiscalização sanitária e sobre a capacidade do país de atender exigências cada vez mais rigorosas impostas por mercados internacionais.
Representantes do agronegócio afirmam que trabalham junto ao Ministério da Agricultura para evitar prejuízos maiores ao setor exportador brasileiro.
Enquanto o governo tenta negociar uma solução diplomática, produtores e empresários do agro em Rondônia acompanham o cenário com preocupação, principalmente diante da importância econômica que a pecuária possui para o estado.
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