Rolim de Moura - RO, Segunda-Feira, 19 de Outubro de 2026 - 00:00

Bolsonaristas de Ariquemes e São Francisco são presos durante operação da PF acusados de financiar atos de vandalismo em Brasília

A PF também cumpre oito mandados de busca e apreensão no estado, nas cidades de Ariquemes, Monte Negro, Alto Paraíso e Comodoro (MT)

Fonte: G1 RO - Em Polícia - 29/12/2022 12:36:00 hrs

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Bolsonaristas de Ariquemes e São Francisco são presos durante operação da PF acusados de financiar atos de vandalismo em Brasília
Reprodução/PCDF

A Polícia Federal e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagraram, nesta quinta-feira (29), uma operação contra suspeitos de participarem de uma tentativa de invasão à sede da Polícia Federal e atos de vandalismo em Brasília, em 12 de dezembro.

Em Rondônia, até o momento, dois suspeitos já foram identificados:

  • R.Y.A., de 33 anos, em Ariquemes (RO);
  • J.P.S., de 40 anos, em São Francisco do Guaporé (RO).

Cinco mandados de prisão são cumpridos no estado. Até a última atualização desta reportagem, apenas J.P.S. já havia sido preso.

A PF também cumpre oito mandados de busca e apreensão no estado, sendo estes nas cidades de Ariquemes, Monte Negro, Alto Paraíso e Comodoro, que fica na divisa com Vilhena (RO). O g1 tenta localizar a defesa dos suspeitos.

Durante as buscas na casa de R.Y.A., os policiais encontraram uma arma, quatro carregadores e diversas munições. Nas redes sociais, o suspeito se identifica como apoiar do presidente Jair Bolsonaro e é ligado a grupos extremistas.

O g1 apurou que J.P.S., de 40 anos, trabalha como juiz de paz no cartório de São Francisco do Guaporé (RO) e se apresenta também como pastor de uma igreja na cidade.

A TV Globo apurou que, entre os alvos, estão bolsonaristas que frequentavam os atos no Quartel-General do Exército, no Setor Militar Urbano (SMU), como J.P.S., ou que patrocinavam os atos, como R.Y.A., que é suspeito de comprar combustíveis.

Os crimes investigados são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão.

Além de Rondônia, as ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal também são cumpridas no Pará, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. 

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