01/07/2026 10:20 hrs
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Fonte: Rolnews - Em Geral - 01/07/2026 10:04:00 hrs
Uma falsa comunicação de incêndio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros na noite desta terça-feira, 30, em Rolim de Moura, e acabou comprometendo o atendimento de uma ocorrência real envolvendo um paciente acamado, diagnosticado com câncer no cérebro.
Segundo informações apuradas, por volta das 19h17, a Central de Operações do Corpo de Bombeiros recebeu uma ligação informando sobre um suposto incêndio em uma residência localizada na Avenida Coronel Jorge Teixeira, nas proximidades de um mercado da cidade.
Durante o atendimento, os militares solicitaram informações mais detalhadas sobre o endereço para agilizar o deslocamento da guarnição. No entanto, antes que os dados fossem confirmados, a ligação foi interrompida.
Mesmo com poucas informações, a equipe iniciou imediatamente as buscas pelo suposto local do incêndio.
Paralelamente, a Central tentou retornar o contato para o número que havia realizado a ligação. Ao atender, o interlocutor negou diversas vezes ter acionado o Corpo de Bombeiros e afirmou desconhecer qualquer ocorrência de incêndio.
Os militares percorreram toda a extensão da avenida indicada, mas não localizaram nenhum foco de incêndio ou qualquer situação que justificasse o chamado, confirmando a suspeita de trote.
Enquanto a guarnição estava mobilizada na falsa ocorrência, uma mulher entrou em contato com o Corpo de Bombeiros solicitando atendimento para um familiar acamado, diagnosticado com câncer no cérebro e necessitando de encaminhamento ao hospital.
Como toda a equipe estava empenhada na verificação do suposto incêndio, a solicitante foi informada de que haveria demora no atendimento e recebeu orientação para buscar outro meio de transporte até o pronto-socorro.
O caso evidencia os prejuízos causados pelos trotes aos serviços de emergência, que podem atrasar ou até impedir o atendimento de pessoas que realmente necessitam de socorro imediato.
O Corpo de Bombeiros reforça que acionar falsamente serviços de emergência, como Bombeiros, Polícia Militar, Samu ou qualquer outro órgão de atendimento, é crime e pode resultar na responsabilização criminal do autor.
Além de desperdiçar recursos públicos, deslocar viaturas e equipes para ocorrências inexistentes coloca vidas em risco, já que os profissionais deixam de atender situações reais enquanto verificam chamados falsos.
As autoridades orientam a população a utilizar os canais de emergência de forma responsável, contribuindo para que o atendimento chegue rapidamente a quem realmente precisa.
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