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Fonte: g1 SP - Em Polícia - 28/05/2024 08:24:00 hrs

Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas, na manhã da última sexta-feira (24), em uma casa na Avenida João Pessoa, no bairro Professor Simões, em Agudos, interior de São Paulo.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada para ocorrência de homicídio. No local, as vítimas, um casal de idosos e o genro deles, foram encontradas com ferimentos causados por faca.
As vítimas foram identificadas como Joana Fátima Sanches Carrasco, de 70 anos; Aparecido Roberto Carrasco, de 74; e Valdinei de Souza, de 57.
Ainda segundo a polícia, a filha dos idosos teria ligado para os pais e para o marido, mas não obteve retorno e, por isso, decidiu ir até a residência, sendo a primeira a encontrar as vítimas mortas. Um princípio de incêndio no fogão também foi registrado no local.
Além da PM, a Polícia Civil, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros estiveram no local, e uma perícia foi realizada. A ocorrência foi apresentada na Delegacia de Agudos e o caso segue em investigação.
Adolescente de 15 anos seria principal suspeito do crime
De acordo com a Polícia Civil, um adolescente de 15 anos, vizinho das vítimas, desapareceu na sexta-feira (24), logo após a localização dos corpos de Joana, Aparecido e do genro deles, Valdinei. Ele era considerado principal suspeito de ter matado o casal de idosos e o genro deles.
Mas o adolescente foi encontrado morto, na manhã de segunda-feira (27), em um prédio abandonado na Vila Regina, em Bauru (SP), cidade vizinha de onde ocorreu o crime.
No prédio abandonado onde o corpo foi localizado, o adolescente foi encontrado com ferimentos nas costas. A polícia não sabe se foi acidente, suicídio ou homicídio, e ainda investigava a relação dele com o assassinato triplo. A identidade dele ainda não foi revelada.
Mistério
De acordo com relatos da filha passado à polícia, os corpos dos idosos e do genro estavam cada um em um dos cômodos da casa, sendo a mãe na cozinha, o pai na sala e o marido dela no quarto.
As vítimas apresentavam ferimentos provocados por facadas no pescoço. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) e liberados para velório e enterro, que foram realizados no sábado (25).
A motivação do crime ainda é um mistério. A polícia informou que não havia sinais de arrombamento no imóvel e nem de que houve algum tipo de luta das vítimas com o suposto autor dos assassinatos.
Ainda não foram localizadas imagens de circuito de segurança nem na residência e nem nas proximidades do imóvel. Essas imagens podem ajudar a polícia a entender o crime.
Segundo os vizinhos dos idosos, a família era bem tranquila e nada de estranho havia sido notado na residência antes do crime. Segundo um dos vizinhos entrevistados pela equipe de reportagem, todos estavam sempre calmos.
O delegado responsável pelo caso, Marcos Jeferson da Silva, disse que ainda não descarta nenhuma linha de investigação. De acordo com ele, pode se tratar de um caso de latrocínio, que é o roubo seguido de morte, que pode ter sido mal sucedido, já que inicialmente nada foi levado das vítimas; homicídio motivado por vingança ou algum desentendimento; entre outras motivações que ainda estão sendo apuradas.
Ainda de acordo com o delegado, a arma utilizada no crime, possivelmente uma faca, não foi localizada e o princípio de incêndio no fogão pode ter sido uma forma do suspeito tentar apagar evidências do crime, inicialmente registrado como triplo homicídio.
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