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Polícia
Fonte: G1/RO - Em Polícia - 06/09/2018 08:17:00 hrs
As investigações sobre o assassinato da diretora de um posto de saúde, Edna Braz Nóbrega de Lima, de 44 anos, em Candeias do Jamari (RO), revelam que a vítima estava com medo de ser morta pelo marido. Erivaldo Resende Menezes, de 52 anos, foi preso na terça-feira (4) por ser o principal suspeito pelo crime, que aconteceu há dois meses.
O homem nega ser o autor dos disparos. Edna morreu com dois tiros na cabeça dentro do carro, quando seguia ao trabalho.
Para a Rede Amazônica, a delegada responsável pelo caso, Keity Mota, disse que amigos próximos à vítima falaram em depoimento que ela tinha medo de ser morta pelo marido. A informação chamou a atenção da polícia.
"Pessoas próximas relataram que Edna estava deprimida dias antes do crime com medo de ser morta pelo marido", contou.
Outra evidência foi que Edna morreu a três minutos de casa. No início das investigações, Erivaldo disse não ter ouvido os disparos.
Segundo a delegada, Edna confidenciou a amigos de que o esposo havia comprado um revólver calibre 38, que não foi encontrado. Os projéteis que mataram a diretora do posto de saúde são de uma arma do mesmo calibre.
As suspeitas sobre um suposto estranho no momento do assassinato também foram descartadas. Ainda de acordo com a delegada, o marido da vítima mentiu no decorrer dos depoimentos, o que levou Keity pedir a prisão preventiva dele. O homem nega ter matado a esposa.
"A história dele era muito inconsistente, inclusive por suas atitudes. Ele não foi verificar o que se passava com a vítima no dia do crime, que estava gravemente ferida. Não foi sequer ao velório. Erivaldo ainda teve o cuidado de apagar mensagens que trocava com a esposa", confirmou Keity.
Com a prisão de Erivaldo, que está detido no Presídio Pandinha, em Porto Velho, a polícia tem 10 dias para concluir o inquérito e encaminhar ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO).
As investigações sobre o caso revelam que:
A vítima tinha medo de ser morta pelo marido
Edna morreu a três minutos de casa e marido disse não ter ouvido os disparos
Edna contou para amigos que Erivaldo comprou uma arma calibre 38
Projéteis que mataram a vítima são de uma arma do mesmo calibre comprada por Erivaldo
Erivaldo mentiu para a polícia durante fase de depoimentos
Entenda o caso
Edna Braz Nóbrega de Lima, então diretora do posto de saúde do distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari (RO), distante 20 quilometros de Porto Velho, morreu depois de ser baleada quando saia de casa na manhã de 16 de julho.
A servidora pública foi achada ferida dentro de um carro. Ela foi levada até um posto de saúde dentro do próprio veículo por uma testemunha e, em seguida, foi socorrida por uma ambulância, que a levaria até Porto Velho, mas morreu durante o trajeto.
Na ocasião, Erivaldo Resende Menezes, marido de Edna, informou que sabia o que tinha acontecido com a esposa, mas que não tinha tomado nenhuma providência. O homem também contou que a vítima não costumava sair de casa sozinha. Porém, nesse dia, ele havia pedido para que ela fosse sozinha ao trabalho.
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