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Polícia
Fonte: Rolim Notícias - Em Polícia - 15/05/2026 02:51:00 hrs
Uma moradora de Santa Luzia d’Oeste procurou a polícia após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por representantes da Defensoria Pública de Rondônia. O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (13).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma ligação de um homem que se identificou como “Dr. Anderson”, supostamente defensor público de Porto Velho. O suspeito utilizava foto de perfil com traje social e a logomarca da Defensoria Pública, o que teria dado credibilidade ao contato.
O criminoso informou que seria necessária uma audiência virtual por meio do aplicativo Google Meet para tratar de um processo envolvendo o filho da vítima e uma suposta solicitação de isenção do Imposto de Renda.
Durante a videochamada, o golpista enviou links e orientou a mulher a acessar suas contas bancárias. Após seguir as instruções, foram realizadas transferências via PIX sem autorização.
Na conta da cooperativa Sicoob, foi retirado o valor de R$ 2.999,00. Já na conta do Nubank, os criminosos conseguiram realizar uma operação de PIX no crédito no valor de R$ 8 mil, gerando uma dívida superior a R$ 10 mil.
A vítima contou que percebeu o golpe apenas quando começou a digitar senhas e notou que os valores estavam sendo transferidos de suas contas bancárias.
Em relato emocionado, a mãe afirmou que o dinheiro seria utilizado para custear o tratamento do filho, diagnosticado com uma doença rara chamada amiloidose TTR. Segundo ela, a criança necessita de atendimento especializado em Curitiba, já que não conseguiu tratamento pelo SUS e aguarda na fila por atendimento.
“Esse dinheiro era para pagar passagens e consultas. Sem o tratamento, meu filho pode morrer a qualquer momento”, desabafou a mãe.
Orientação à população
A polícia alerta que criminosos têm utilizado nomes de órgãos públicos e perfis falsos para aplicar golpes virtuais. A recomendação é que a população nunca clique em links enviados por desconhecidos e jamais forneça senhas bancárias durante chamadas de vídeo ou telefone.
A Defensoria Pública não entra em contato por telefone ou videochamada para solicitar acesso a contas bancárias, senhas ou realizar procedimentos envolvendo transferência de dinheiro. Em caso de dúvida, o cidadão deve procurar diretamente os canais oficiais da instituição.
As investigações sobre o caso seguem em andamento.



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