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Fonte: redação - Tribuna top - Fabiano Gomes - Em Saúde - 13/05/2021 08:01:00 hrs

Famílias desagregadas, desemprego, alcoolismo, dependência de drogas, pobreza absoluta, distanciamento social, são alguns dos fatores que levam, à sargeta o ser humano que normalmente já teve um lar, família e um histórico profissional.
É assim em todos os lugares a massa de pessoas que abandonam o “modelo” tradicional de viver – Seja por doença psicológica, traumas existenciais ou simplesmente por virar as costas ao “establishment”...Por não suportar mais uma existência nos moldes da sociedade. Abandona a família, o emprego já mantido a duras penas, afunda no álcool ao encontrar companhias com as quais se identifica nas ruas. Com o passar dos anos, o “retorno” torna-se cada vez mais difícil. A vergonha dos familiares, a falta de hábitos de higiene e o vício transformam a pessoa num zumbi, simplesmente sem identidade pessoal e principalmente num pária aos olhos da sociedade...”Não trabalha que também não coma!”, é esta a frase preferida da sociedade mais reativa aos moradores de rua, aquela parcela da sociedade que analisa e prefere apenas criticar do que ajudar na recuperação de um ser humano, e todos são passíveis de recuperação, assim como todos têm a obrigação de apoiar esse processo – Seja através do assistencialismo físico ( comida, remédios, internamento, apoio espiritual,etc.) ou ainda tratamento de desintoxicação das substâncias que consome.
Pensando nessas nuances, o vereador por Rolim de Moura, Walter Soares dos Santos(MDB), entrou junto à mesa da Câmara Municipal com o Requerimento 047/2021, indicando ao Prefeito Aldo Júlio(MDB) um estudo para instalação de um Centro de Acolhimento e Recuperação de Moradores de Rua em situação de vulnerabilidade social, objetivando a reinserção dessas pessoas de volta ao convívio familiar e social.
“São inúmeros os prejuízos a estas pessoas e suas famílias, também junto ao comércio, posto que é comum o uso de furtos e roubos, o consumo de bebidas alcoólicas e entorpecentes em plena via pública, causando transtornos no comércio, e principalmente alargando a distância entre eles e suas famílias. Trata-se de uma realidade a qual a sociedade deve encarar de frente e, não jogar para baixo do tapete, posto que pode acontecer em qualquer seio familiar. Nossa idéia para uma entidade desse cunho seria a de uma triagem rigorosa, recolhimento e atendimento pela Secretaria de Ação Social através de uma equipe multidisciplinar agindo na busca ativa de parentes e a tentativa de resgate profissional, o que devolveria a dignidade ao ser humano”, explicou o vereador Walter. O Requerimento foi lido em plenário e aprovado pela unanimidade dos vereadores que compõem a Casa de Leis.
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