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Fonte: Da redação TRIBUNA TOP - Em Geral - 04/03/2021 09:32:00 hrs
São mais de 100 famílias residentes no loteamento intitulado “residencial Esplanada”, em Rolim de Moura, que aguardam um posicionamento da Justiça em relação à responsabilidade de manutenção do bairro localizado ao lado do Centenário.
Loteado e vendido em todas as unidades pela empresa Casa & Terra empreendimentos, o Esplanada não possui nenhuma infra-estrutura construída pela empreiteira, onde até mesmo o traçado das ruas não obedece uma linearidade na engenharia das ruas abertas há mais de 04 anos e que não tem tido nenhuma manutenção, seja por parte da Casa & Terra ou por parte da prefeitura municipal que se recusou através do parecer técnico da engenharia a receber o loteamento no ano de 2016; Posteriormente, conforme consta no Processo 7190/10 em posse da Prefeitura e do Ministério Público, o ex-prefeito Luiz Schock emitiu ele próprio um parecer dando por concluídas e satisfatórias as obras que nunca foram feitas, recebendo portanto o loteamento e incorporando-o a geografia urbana da cidade, tornando o loteamento dessa forma, um novo bairro na cidade.
A causa continua tramitando na Justiça e os moradores, revoltados com o isolamento causado pelos atoleiros e enchentes no córrego que corta o bairro, com a falta da rede de esgotos e da expansão da rede de energia, encaminharam ao atual prefeito Aldo Júlio(MDB), um “abaixo-assinado” com mais de 80 assinaturas de famílias moradoras naquela localidade, solicitando encascalhamento da via principal, abertura da rua 25 até o início do loteamento, colocação de bueiro na entrada do parque das Palmeiras e algumas outras providências que se destinam a amenizar o sofrimento das mais de 500 pessoas que habitam o loteamento e pagam rigorosamente o IPTU, taxa de lixo, taxa de iluminação pública e não recebem nenhum serviço público em troca.
Na ocasião da entrega do documento ocorrido no gabinete do Presidente da Câmara Municipal, Vereador Claudinho da Cascalheira(PSL), que vem intermediando a questão junto aos moradores, o prefeito disse que enquanto a justiça não se posicionar quanto a responsabilidade legal da manutenção do bairro, não poderá fazer investimentos no local, sob pena de crime de responsabilidade.
A líder do bairro, Edneia Cavalcante de Souza, questionou do prefeito porque então se a prefeitura não pode investir no bairro, cobra impostos como IPTU, Taxa do Lixo e Iluminação Pública. “Não deveria cobrar, pois se não existimos legalmente, por que devemos pagar impostos?”.
Ela disse que encampará junto aos moradores, mais uma ação na Justiça pedindo a suspensão de pagamento das mensalidades e dos impostos, até que se tenha uma solução legal para a vida dos moradores do Esplanada.
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