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Fonte: Da redação TRIBUNA TOP - Em Geral - 03/03/2021 03:10:00 hrs
Já há algum tempo a prática do corte de árvores “inadequadas” ao meio urbano tem se intensificado por setores da administração pública nas várias esferas; A conhecida árvore “fícus benjamina”, maioria nas áreas verdes da cidade de Rolim de Moura, é também identificada como causadora de graves problemas estruturais na pavimentação, calçadas, muros e até pisos e paredes de residências, o que a torna inadequada ao plantio em ruas e avenidas, fazendo com que diversos orgãos públicos e em especial as escolas urbanas estejam fazendo a supressão das mesmas, sob a premissa de que serão trocadas por outras espécies não invasivas.
A polêmica de hoje nas redes sociais deu-se em função da supressão total das árvores que existiam em frente à Escola Estadual Maria Rabelo, no bairro Olímpico, cuja direção solicitou e conseguiu da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Turismo – SEMMADU, autorização para o corte, alegando prejuízos materiais à escola, cujo prédio que não apresenta nenhuma avaria está a cerca de 20 metros de onde ficavam as arvores.

A SEMMADU autorizou o corte sob a premissa de reposição imediata com outras espécies, no que estaria correto o órgão ambiental, pois também entendemos que para substituir uma árvore, tem que exigir-se o plantio imediato ou até mesmo anterior ao corte. A demora para o crescimento justifica o cuidado, já que temos exemplos de outras escolas que não cumpriram a determinação do órgão ambiental (Tancredo Neves e Balão Mágico) em repor essas plantas.
A Aruana – Ação Ambiental da Amazônia, entidade de defesa da natureza em formação jurídica observou a forma grotesca como foram tratadas as árvores, fazendo o questionamento no ambiente público das redes sociais, tendo recebido grande apoio da população e críticas daqueles que não vêem como é importante o trabalho de preservação do meio ambiente. A entidade manifestou o repúdio ao ato deliberado em gabinetes, sem comunicado à população, nem mesmo a afixação de uma placa indicando a ação que estaria acontecendo em nome de reparação ambiental.

A SEMMADU, através do Secretário de Meio Ambiente, Olicio Lopes, disse simplesmente que a escola solicitou a licença ambiental como também fizeram as outras, em função de que os “fícus” estariam causando estragos, mas não explicou porque até hoje a calçada delas continua vazia, dando espaço apenas para automóveis; “Árvores são patrimônio da natureza e merecem respeito e proteção, e ações de reparação por parte dessas escolas e órgãos públicos supressores das mesmas devem ser cobradas sim, da mesma forma que pessoas físicas ou empresas são cobrados quando agem indevidamente com os recursos naturais, senão fica uma pergunta no ar: “ O que estas escolas estão ensinando a seus alunos? ”, disse um dos Coordenadores da Aruana, Fabiano Gomes.

A polêmica ficou por conta de defensores da natureza apoiando as ações de vigilância da Aruana e contrários, que defendem os espaços públicos transformados em estacionamentos ou calçadas causticantes de calor na época do verão.
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