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Fonte: Folha do Sul - Em Educação - 25/05/2023 07:58:00 hrs

O Ministério da Educação publicou, no começo deste ano, uma portaria que estabelece o novo valor do piso nacional do magistério, válido como base para pagamento dos professores de todo o Brasil.
Em 2022, o valor pago era de R$ 3.845,63. Com o reajuste, o novo piso sobe para R$ 4.420,55, um aumento de mais de 14%.
Municípios de todo o país, no entanto, tem se recusado a pagar o valor estabelecido pelo governo federal, o que tem levado sindicatos da categoria a acenarem com greves de professores.
Em Vilhena, por exemplo, educadores pressionaram o prefeito, Delegado Flori (Podemos) a cumprir o que determina a portaria do MEC. O mandatário alegou não dispor de recursos para atender a categoria, que ameaça com greve e ações na justiça.
De acordo com Wanderley Ricardo Campos, presidente do Sindsul, que representa os servidores municipais de Vilhena, as negociações vão continuar, mas caso a reivindicação da classe não seja atendida pelo prefeito, uma greve pode ser deflagrada.
Segundo apurado pelo Folha do Sul Online, nenhum prefeito dos municípios que compõe o Cone Sul começou a pagar o valor reajustado.
Em Cacoal, a situação é a mesma com o prefeito Adailton Fúria (PSD). Diante da cobrança dos professores por seus direitos, Fúria argumenta também que o município não tem condições orçamentárias de arcar com a despesa.
O sindicato que representa os servidores da Capital do Café também não descarta ações para obrigar Fúria a atender a categoria.
O mesmo ocorre em Colorado do Oeste. O prefeito Ribamar Oliveira disse que boa parte dos professores da rede municipal já ganham acima do piso e alega que ainda não está cumprindo a portaria do MEC porque o caso foi parar na justiça e será preciso aguardar a decisão.
O primeiro município a constestar o reajuste do piso na justiça foi a prefeitura de Rolim de Moura, que também não está pagando o novo piso aos professores municipais alegando que aguarda um parecer da Justiça sobre a legalidade do reajuste.
A Associação Rondoniense dos Municípios (Arom), que representa as 52 prefeituras do Estado, também deve acionar a Justiça para barrar o reajuste, argumentando uma suposta ilegalidade da portaria do MEC.
Ao contrário dos municípios, o Governo de Rondônia deve começar a pagar o reajuste. O estado é um dos poucos do país a adotar o novo valor do piso, ao contrário de Minas Gerais, por exemplo, onde o governador Romeu Zema (Novo) também se recusa a conceder o reajuste.
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