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Fonte: Folha de São Paulo - Em Polícia - 24/09/2022 08:36:00 hrs

Um homem atirou para o alto, ameaçou e hostilizou cabos-eleitorais petistas que faziam campanha em Montes Claros, norte de Minas Gerais. O episódio aconteceu na manhã de sexta-feira (23).
Os trabalhadores faziam uma ação de campanha em prol do candidato a deputado federal Paulo Guedes (PT), do candidato a governador Alexandre Kalil (PSD) e do candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com carros de som, bandeiraço e entrega de santinhos.
Ao entrar em uma das ruas do bairro, a equipe foi surpreendida por um policial militar que está afastado. Ele saiu de casa e começou a hostilizar os cabos eleitorais. A equipe, formada em sua maioria por mulheres, foi alvo de xingamentos e de gestos obscenos do homem.
De acordo com o boletim de ocorrência, a moradora que estava no imóvel disse à polícia que o único homem que vive na casa é seu filho, um policial militar que está interditado judicialmente e fora de serviço. Ela ainda afirmou que o filho não estava no local.
Segundo o relato das testemunhas que consta no boletim de ocorrência, o homem chamou os militantes de "cambada de ladrão", proferiu palavras de baixo calão e mandou que saíssem do que chamou de "sua calçada".
Ainda segundo relato dos cabo-eleitorais que trabalhavam no local, o homem entrou na sua casa, lançou spray de pimenta na direção da rua e deu três tiros para o alto, assustando a militância que decidiu encerrar o ato.
Equipes da Polícia Militar foram até o local para garantir a segurança dos cabos eleitorais. Os advogados da campanha registraram um boletim de ocorrência.
O deputado federal Paulo Guedes prestou solidariedade aos trabalhadores e cobrou providências das autoridades para garantir a segurança na campanha.
"As pessoas que cuidam da nossa campanha foram frontalmente ameaçadas por pessoas que têm muito ódio no coração e não sabem lidar com a democracia. O caso é mais grave ainda quando se trata de policiais à paisana que sacam armas e ameaçam as pessoas da nossa campanha", afirmou.
A Policia Militar de Minas Gerais foi procurada, mas ainda não se posicionou sobre o episódio.
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