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Fonte: Repórter MT - Em Polícia - 05/08/2019 12:26:00 hrs
A perícia técnica relativa aos restos mortais de Luzineide Leal Militão analisa se a morte foi provocada por asfixia. A informação é do delegado Ugo Ângelo Reck de Mendonça, que disse que o assassino confessou ter tapado as vias respiratórias da vítima por acreditar que ela ainda não estaria morta. Nesse caso, a mulher pode ter sido enterrada ainda viva.
A mulher foi assassinada há cerca de 25 anos, pelo marido, que confessou o crime na semana passada. Ele disse que atacou a mulher usando um pé de cabra.
“Ele nos relatou, até porque a gente fez uma versão simulada. Ele disse que ao chegar em casa, por volta das 22h, encontrou a esposa dormindo e ao utilizar um pé de cabra e vendo que ela ainda não estava morta, colocou algodão na boca e no nariz dela. Em havendo golpes na região do pescoço é possível que tenha tido uma fratura na região do maxilar”, disse o delegado em entrevista à Rádio Vila Real.
O crime ocorreu no ano de 1994, na casa do casal localizada no bairro Jardim das Palmeiras, em Sinop (501 km ao Norte), e o motivo seria ciúme. Porém, somente agora o assassino resolveu revelar o crime. Na época, Jairo Narcísio, esposo da vítima, tinha 28 anos, registrou na polícia um boletim de ocorrência como desaparecimento, ou seja, premeditou o crime.
Conforme Jairo, depois de cometer o assassinato, enterrou o corpo no chão do banheiro da casa da família, juntamente com a bolsa contendo joias e documentos da vítima e, posteriormente concretou.
Segundo o delegado, o criminoso procurou a delegacia por livre espontânea vontade e alegou que resolveu revelar o crime por estar com a consciência pesada. Ele disse que depois de matar a esposa a golpes de “pé de cabra”, contou aos dois filhos da vítima, sendo o mais novo – fruto do relacionamento com Jairo -, de 6 anos, e o mais velho de 10, que a mãe os abandonou para fugir com outro homem.
No dia da escavação (02 de agosto), agentes da Polícia Civil e peritos criminais, constataram que a ossada de Luzineide estava há aproximadamente 20 centímetros de concretagem e que o corpo foi enterrado em posição fetal. Além dos restos mortais, a perícia encontrou joias e documentos da vítima. A operação policial levou duas horas até o encontro dos restos mortais.
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