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Pergaminho de 1.800 anos é encontrado na Alemanha e pode guardar enigma religioso

Fonte: UOL - Em Geral - 22/02/2025 02:01:00 hrs

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Pergaminho de 1.800 anos é encontrado na Alemanha e pode guardar enigma religioso
Reprodução/Leibniz Center for Archaeology in Mainz

Mais de dois meses após a revelação da chamada Inscrição de Prata de Frankfurt, os cientistas ainda mantêm uma série de dúvidas sobre o significado do objeto encontrado por arqueólogos alemães.

O prefeito de Frankfurt, Mike Josef, afirmou quando a inscrição foi apresentada a jornalistas no final de 2024, que ela seria a evidência mais antiga até hoje da vida cristã ao norte dos Alpes. A inscrição de prata extremamente fina sobreviveu aos séculos por ter sido protegida da destruição por um amuleto de prata.

Alguns estudiosos, porém, não estão seguros quanto à possível relação do amuleto com o cristianismo.

Tradução do Novo Testamento?

O túmulo em um cemitério romano nos arredores de Frankfurt, onde o amuleto foi descoberto, data de meados do século 3. O pergaminho de prata de aproximadamente 1.800 anos foi analisado após sua descoberta em 2018 e sua existência foi tornada pública somente em dezembro do ano passado.

Pode-se presumir que esta seja uma das mais antigas traduções latinas de um texto do Novo Testamento, disse o arqueólogo Markus Scholz à rádio Deutschlandfunk em janeiro. A parte final da inscrição prateada de 18 linhas se traduz como "toda língua confessa Jesus Cristo".

O texto do amuleto ainda não foi publicado em detalhes pelas revistas científicas. Uma tradução preliminar feita por Scholz serve de base para uma "torre de hipóteses" para muitos estudiosos, escrevem Markschies e Schäfer, que questionam a teoria do primeiro testemunho de vida cristã na Alemanha.

Especialistas levantam dúvidas

Segundo os especialistas, há aspectos da história religiosa que levantam dúvidas a esse respeito. O nome Jesus, por exemplo, também era popular em textos judaicos.

"Embora seja compreensível que cada nova descoberta seja recebida com entusiasmo pelos pesquisadores e pelo público, é preciso ser cauteloso com atribuições claras", enfatizam os autores.

Markschies ensina história da igreja primitiva em Berlim e é presidente da Academia de Ciências de Berlim-Brandemburgo.

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