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Pela 1ª vez em RO, Justiça Eleitoral cassa mandatos vereadores por fraude na cota em Rolim de Moura e Vilhena

Fonte: g1 RO - Em Eleições 2024 - 07/08/2025 03:41:00 hrs

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Pela 1ª vez em RO, Justiça Eleitoral cassa mandatos vereadores por fraude na cota em Rolim de Moura e Vilhena
Gabriel Afonso Graebin e Marcelo Henrique Belgamazzi (nessa ordem) — Foto: Redes Sociais/Reprodução

Pela primeira vez, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) reconheceu fraude na cota de gênero e cassou os diplomas de dois vereadores eleitos nas últimas eleições. As decisões atingem os municípios de Vilhena e Rolim de Moura.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, candidatas foram registradas apenas para cumprir a exigência legal de participação feminina nas chapas, mas não fizeram campanha, tiveram votação mínima e não movimentaram recursos. A Justiça considerou essas candidaturas fictícias e aplicou punições.

Em Vilhena, o vereador Gabriel Afonso Graebin teve o diploma cassado. Já a candidata Odinéia Gomes Pereira, registrada como “Néia Gomes”, foi declarada inelegível por oito anos. Ela não recebeu nem o próprio voto. Todas as defesas foram rejeitadas pela Justiça Eleitoral.

Gabriel foi eleito com 619 votos foi um dos mais jovens eleitos em Rondônia, com 19 anos. Ele vem de uma família de parlamentares que somam 38 anos de mandatos consecutivos (três mandatos do tio e seis mandatos do pai). Seu pai, Vanderlei Graebin, teve o mandato extinto após ser condenado pela Justiça Eleitoral por falsidade ideológica.

Em Rolim de Moura, a candidata Ane Karoline dos Santos Soares admitiu que não fez campanha e teve apenas dois votos. Ela também foi declarada inelegível por oito anos.

Ainda em Rolim, as candidaturas de Ana Caroline Cardoso de Azevedo e Lucilene Dias, ambas do Podemos, foram consideradas irregulares e levaram a cassação do vereador Marcelo Henrique Belgamazzi. Segundo o Ministério Público Eleitoral, elas tiveram votação irrisória, poucos atos de campanha e quase nenhuma movimentação financeira.

O que diz os vereadores?

O vereador Belgamazzi afirmou que está pagando pelo erro do partido e criticou a decisão, dizendo que a Justiça Eleitoral “afasta mulheres da política”.

Já o vereador Gabriel Graebin continua participando das sessões da Câmara de Vilhena, pois ainda pode recorrer. Ele esteve presente na sessão ordinária do início da semana e não respondeu às tentativas de contato.

O presidente do Podemos em Rolim de Moura, Júnior Banck, disse que o partido só vai se manifestar após o fim dos recursos. Ana Caroline Azevedo afirmou que não agiu com má-fé e que desistiu da candidatura seguindo todas as formalidades.

O Partido Renovador Democrático (PRD) e o Partido da Mulher Brasileira não responderam ao contato.

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