Rolim de Moura - RO, Quinta-Feira, 03 de Setembro de 2026 - 00:00

Paciente baleada não é operada por falta de materiais e morre em hospital em Guajará-Mirim

Caso aconteceu no Hospital Regional de Guajará-Mirim (RO). Médicos alegaram que unidade não tinha condições para fazer procedimento.

Fonte: Do G1/RO - Em Polícia - 07/04/2018 03:21:00 hrs

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Paciente baleada não é operada por falta de materiais e morre em hospital em Guajará-Mirim

Uma jovem de 26 anos, que foi baleada três vezes, morreu na última sexta-feira (6) após dar entrada no Hospital Regional Perpétuo Socorro de Guajará-Mirim (RO), a 330 quilômetros de Porto Velho.
A paciente não chegou a ser operada na unidade por falta de estrutura e materiais para fazer o procedimento, segundo os médicos plantonistas relataram em um boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PM).
 

O caso
 
Conforme as informações do boletim, a paciente veio do Distrito de Nova Dimensão, situado na zona rural de Nova Mamoré (RO), município vizinho distante a 40 quilômetros. A moça teve duas perfurações no tórax e uma no braço direito e acabou não resistindo aos ferimentos.

A PM foi chamada pela equipe de médicos plantonistas, que informaram a morte da paciente alegando que a cirurgia não foi feita por falta de equipamentos e materiais como o raio-x, bolsas de sangue e Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Ainda conforme o boletim, os profissionais alegaram que o fato foi comunicado a Secretaria Municipal de Saúde (Semsau), mas o órgão não deu nenhum retorno à equipe. De acordo com a Polícia Civil o caso está sendo investigado.

Posicionamento da Semsau
 
O G1 entrou em contato por telefone com o vice-prefeito e atual secretário municipal de saúde, Davino Serrath (PMN) na manhã deste sábado (7) para saber qual o posicionamento da Semsau em relação ao caso.
Segundo ele, a paciente já chegou em estado grave e não tinha resistência para suportar uma viagem até a capital, ela acabou morrendo 20 minutos após dar entrada no pronto socorro.
“Estive lá o tempo todo à disposição, mas a paciente não tinha condições de suportar a viagem. A falta de materiais alegada no boletim seria a falta de estrutura para fazer procedimentos de alta complexidade, como esse caso da moça, mas realmente o Perpétuo Socorro não possui UTI e nem tomografia. O certo seria estabilizar a paciente e mandar para a capital, mas não deu tempo, não tinha como porque ela já chegou apagada”, explicou Davino.

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