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Fonte: G1 - Em Polícia - 15/12/2022 07:26:00 hrs

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15) contra organizadores de atos antidemocráticos mirou três grupos e usou informações obtidas por uma rede de inteligência formada por órgãos estaduais como Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal.
A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e está relacionada às investigações sobre atos golpistas e contra o resultado das eleições. Os alvos da operação são apoiadores radicais do presidente Jair Bolsonaro (PL).
O STF recebeu informações sobre suspeitos de organizar e financiar atos pela abolição do Estado democrático de Direito e outros crimes. Ao todo, foram autorizados 103 mandados de prisão, busca e apreensão em oito estados (AC, AM, ES, MT, MS, PR, RO e SC) e no Distrito Federal.
Quais são os grupos na mira da PF?
A rede de inteligência identificou patrocinadores de manifestações, de financiadores de estruturas para acampamentos, arrecadadores de recursos, lideranças de protestos e mobilizadores de ações antidemocráticas em redes sociais, além de donos de caminhões e veículos que participaram de bloqueios.
Os grupos na mira da PF foram divididos da seguinte maneira:
- líderes, organizadores, financiadores e fornecedores de apoio logístico e estrutural;
- proprietários e condutores de caminhões de diversas subcategorias que participaram das manifestações e atos antidemocráticos e foram autuados pela prática de infrações de trânsito de natureza grave ou gravíssima;
- e proprietários e condutores de veículos empregados para prestar apoio, auxílio logístico ou estrutural aos referidos atos, como transporte de pneus a serem queimados, estrutura para barracas, transporte de banheiros químicos, dentre outros.
Quem são os alvos da operação contra bolsonaristas radicais?
Os nomes de todos os alvos da operação ainda não foram divulgados pela PF até a última atualização desta reportagem.
Mas, segundo apurado pelo G1, no Espírito Santo, dois dos alvos são deputados estaduais no estado. O ministro Alexandre de Moraes determinou que ambos passem a usar tornozeleira eletrônica e proibiu que usem redes sociais, deem entrevistas ou participem de eventos sociais, sob pena de multa diária de R$ 20 mil.
Também no ES, foram emitidos quatro mandados de prisão. Até a última atualização desta reportagem, havia sido cumprido apenas um deles: contra o jornalista Jackson Rangel. Também tiveram a prisão determinada um vereador de Vitória eleito presidente da Câmara da cidade a partir de 2023, além de um pastor e um radialista.
No Mato Grosso, três pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento.
No Mato Grosso do Sul, foram alvos de mandados de busca e apreensão uma influenciadora digital, uma médica e o ex-prefeito do município de Costa Rica.
Quais são os crimes apurados?
Os envolvidos são investigados pelos seguintes crimes
Que outras medidas foram autorizadas pelo STF?
Também foram determinadas pelo Supremo:
Quais são as investigações adicionais sobre o caso?
Nos estados do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, foi apurada insistência no bloqueio de rodovias e abuso reiterado do direito de reunião mesmo após proibição do STF.
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