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NOVA BRASILÂNDIA: Ex-vereador questiona óbito, causa tumulto e obriga equipe de saúde a refazer exame em corpo dentro de funerária

Situação considerada absurda mobilizou profissionais do Hospital Municipal Ancelmo Bianchini e exigiu que equipe utilizasse EPIs para realizar nova avaliação após homem insistir que paciente ainda estaria vivo

Fonte: Jornal Info Rondônia - Em Polícia - 31/07/2026 09:12:00 hrs

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NOVA BRASILÂNDIA: Ex-vereador questiona óbito, causa tumulto e obriga equipe de saúde a refazer exame em corpo dentro de funerária

Uma situação no mínimo inusitada e extremamente constrangedora mobilizou profissionais do Hospital Municipal Ancelmo Bianchini, em Nova Brasilândia D’Oeste, após um ex-vereador do município, identificado como Adão G. F (PT), passar a questionar o óbito de um homem que já havia tido a morte constatada por profissional médico.

O episódio, registrado em Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, ganhou contornos ainda mais surpreendentes quando, mesmo diante da informação de que o óbito havia sido constatado, o ex-vereador teria insistido que o homem ainda estaria vivo.

Naquele momento, o corpo já se encontrava em uma funerária e havia orientação para que o velório fosse realizado com caixão lacrado, diante do histórico clínico do paciente e das informações relacionadas a uma possível bactéria resistente.

EQUIPE DEIXA O HOSPITAL E VAI ATÉ A FUNERÁRIA

O que poderia ter sido apenas um questionamento acabou provocando uma situação que mobilizou novamente a equipe de saúde.

Conforme consta no registro policial, uma médica e profissionais de enfermagem precisaram se deslocar até a funerária para realizar uma nova avaliação no corpo.

E não foi simplesmente uma conferência visual.

Foi necessário realizar um eletrocardiograma no corpo, justamente para afastar qualquer dúvida sobre a existência de atividade cardíaca.

A equipe precisou ainda adotar medidas de proteção, utilizando equipamentos de proteção individual, diante do histórico clínico do paciente.

Enquanto isso, segundo o relato registrado na ocorrência, a situação começava a chamar a atenção de outras pessoas, que se aproximavam do local.

UMA SITUAÇÃO QUE EXPÔS PROFISSIONAIS A CONSTRANGIMENTO

O episódio provocou indignação e constrangimento entre os profissionais envolvidos, que, além de terem realizado todos os procedimentos necessários para constatação do óbito, precisaram deixar suas atividades no hospital e retornar à funerária para comprovar novamente que o paciente estava morto.

O mais impressionante é que um procedimento médico precisou ser repetido em meio a uma funerária em razão da insistência de que o homem ainda estaria vivo, conforme descrito no boletim.

Após a realização do exame, o registro policial relata que a situação foi esclarecida e o corpo foi liberado para que a família pudesse dar continuidade ao sepultamento.

POLÍCIA CIVIL REGISTROU O CASO

O episódio foi formalizado no Boletim de Ocorrência nº 00123630/2026, registrado pela Polícia Civil de Rondônia.

Ainda assim, o caso chama atenção pela dimensão que tomou: uma equipe de saúde, que já havia realizado o atendimento e constatado o óbito, acabou sendo mobilizada novamente para provar, por meio de exame, que uma pessoa já falecida realmente estava morta.

O episódio deixa uma pergunta inevitável: até que ponto o questionamento de uma pessoa pode interferir no trabalho de uma equipe médica e colocar profissionais diante de uma situação tão constrangedora e delicada?

 

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