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Fonte: Jornal Info Rondônia - Em Geral - 19/05/2026 09:22:00 hrs
Um navio de luxo que está no centro de um surto de hantavírus atracou nesta segunda-feira (18) no porto de Rotterdam, na Holanda, onde autoridades sanitárias realizaram o desembarque controlado dos 25 tripulantes restantes e de dois profissionais de saúde que permaneciam a bordo.
O transatlântico MV Hondius, de bandeira holandesa, será completamente desinfetado após registrar casos graves da doença durante a viagem. A embarcação transportava cerca de 150 passageiros e tripulantes de 23 países quando o foco de doenças respiratórias foi comunicado à Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2 de maio.
O surto deixou três mortos. Os corpos de um casal holandês já foram repatriados, enquanto uma cidadã alemã será cremada na Holanda, com as cinzas enviadas posteriormente para o país de origem.
Segundo a OMS, foram registrados oito casos confirmados e outros dois prováveis de hantavírus no navio.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas em situações raras também pode ocorrer transmissão entre pessoas após contato prolongado e próximo. O período de incubação pode chegar a seis semanas e ainda não existe tratamento específico para a infecção.
O Instituto Nacional Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM) informou que nenhuma das pessoas desembarcadas apresentava sintomas durante a operação realizada em Rotterdam.
O MV Hondius foi direcionado para Landtong, uma estreita península localizada em uma área afastada do porto de Rotterdam, distante de centros urbanos. A região recebeu estruturas provisórias, incluindo trailers brancos utilizados no apoio às equipes de saúde e quarentena. Toda a área foi isolada pelas autoridades.
O chefe do centro holandês de controle de doenças transmissíveis do RIVM, Tjalling Leenstra, afirmou que não existe risco para a população local.
A OMS também reforçou que a ameaça global continua considerada baixa e destacou que o cenário não possui comparação com a pandemia de Covid-19.
Antes de chegar à Holanda, a embarcação operada pela Oceanwide Expeditions permaneceu retida próximo a Cabo Verde, após autoridades impedirem o desembarque de passageiros. Posteriormente, OMS e União Europeia solicitaram à Espanha a retirada de parte das pessoas nas Ilhas Canárias, permitindo que o navio seguisse viagem até Rotterdam.
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