Rolim de Moura - RO, Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2026 - 00:00

Mulher de RO condenada pelo 8 de janeiro foge após STF ordenar prisão

Silvia Amorim de Jesus teve a prisão decretada após o processo transitar em julgado. A tornozeleira eletrônica dela parou de emitir sinal um dia após a expedição do mandado.

Fonte: G1 Rondônia - Em Polícia - 09/09/2026 07:45:00 hrs

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Mulher de RO condenada pelo 8 de janeiro foge após STF ordenar prisão

Condenada por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, Sílvia de Amorim Jesus, moradora de Jaru (RO), fugiu um dia depois de ter o mandado de prisão expedido a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). O certificado de evasão foi emitido pela Secretaria de Estado da Justiça de Rondônia (Sejus) no último sábado (5).

Silvia foi condenada a 14 anos de prisão e recorria da decisão monitorada por tornozeleira eletrônica. No dia 13 de agosto, no entanto, o processo transitou em julgado, ou seja, não existia mais possibilidade de recurso. O mandado de prisão foi expedido no dia 27 de agosto.

 

Segundo um relatório da Sejus, no dia 28 de agosto a tornozeleira eletrônica da ré parou de transmitir dados para o sistema de monitoramento por estar descarregada. Na sequência, o sistema registrou um alerta de possível rompimento do dispositivo.

Ainda de acordo com o documento, Silvia não respondeu às tentativas de contato no telefone informado à Casa de Prisão Albergue e Semi-Aberto de Jaru, responsável pelo seu monitoramento. Uma busca foi realizada em seu endereço, mas ela não foi localizada e não haviam "elementos que indicassem sua permanência no local".

Oito dias depois, ainda sem conseguir contato com a ré, a unidade emitiu uma documentação formal declarando a mulher como foragida.

A defesa informou ao g1 que não consegue comunicação com Sílvia desde que ela foi avisada sobre o trânsito em julgado, mas afirma que ainda não há informações suficientes para confirmar que a ré rompeu a tornozeleira.

A defesa pretende ingressar com uma revisão criminal, após o encerramento da possibilidade de recursos no processo original. Os advogados sustentam que Sílvia é ré primária, tem dificuldades financeiras, trabalha como diarista e é responsável pela criação de uma filha.

g1 entrou em contato com a Polícia Federal (PF) e o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) que também acompanham o caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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