Rolim de Moura - RO, Quinta-Feira, 03 de Setembro de 2026 - 00:00

MPF denuncia nove pessoas e duas empresas por invasão e loteamento de terras indígenas em RO

Suspeitos também foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, estelionato, desmatamento sem autorização e lavagem de dinheiro. Denúncia aconteceu após investigações realizadas na terra Karipuna.

Fonte: G1/RO - Em Geral - 15/08/2019 05:31:00 hrs

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MPF denuncia nove pessoas e duas empresas por invasão e loteamento de terras indígenas em RO

Nove pessoas e duas empresas foram denunciadas por invasão e loteamento de áreas na terra indígena Karipuna em Rondônia. Segundo a denúncia, feita pelo Ministério Público Federal (MPF-RO), foi apurado que os suspeitos ainda tinham envolvimento com organização criminosa, estelionato, desmatamento sem autorização e lavagem de dinheiro.


Investigações realizadas na área, localizada no distrito de União Bandeirantes (RO), em Porto Velho, apontam que uma associação de produtores rurais foi criada na região com o objetivo de lotear terras para ocupação humana, utilizando uma empresa de georreferenciamento para parcelamento dos lotes, com demarcação das divisas. A associação, então, vendia os terrenos com a promessa de regularização.


Segundo o MPF-RO, os trabalhos de investigação tiveram início depois que três homens foram presos na terra indígena realizando a construção irregular de um imóvel. Outras pessoas também foram flagradas construindo na área que pertence à União e informaram que haviam comprado a terra por cerca de R$ 9,5 mil através de pessoas ligadas à associação de produtores rurais investigada. Alguns invasores chegaram a ser vistos abrindo estradas na mata.


A Polícia Federal elaborou um laudo pericial onde consta que grandes áreas de vegetação nativa desmatadas na terra Karipuna eram utilizadas não apenas para moradia, como também para a agropecuária.

De acordo com dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), entre os anos de 2017 e 2018 foram desmatados na área indígena mais de 4,1 mil hectares, com uma avaliação financeira de dano ambiental calculada em mais de R$ 22 milhões.


Após análise de documentos apreendidos durante uma operação, foi verificado que o líder da organização criminosa também aplicava golpes em outras regiões do estado como: Rio Pardo, Nova Mamoré, Ouro Preto do Oeste e na Floresta Nacional do Bom Futuro.


Foram denunciados seis homens e três mulheres, além da associação de produtores rurais e a empresa de georreferenciamento. A ação penal deve ser julgada na Justiça Federal de Porto Velho.

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