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Fonte: g1 - Em Geral - 15/08/2023 05:46:00 hrs

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (15) que o apagão foi causado por um "evento" no Ceará e outro em local ainda não detectado pelas autoridades.
O apagão, cuja causa ainda não foi explicada pelas autoridades, atingiu pela manhã 25 estados e o Distrito Federal. Só Roraima, por não estar ligado ao sistema nacional, não foi afetado.
"Foi um fato que causou a interrupção na Região Norte e Nordeste e, por uma contigência planejada do ONS, minimizou a carga das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, para que não houvesse a interrupção total dessas regiões", disse o ministro em entrevista coletiva.
"Um dos eventos já apontados pelo ONS aconteceu no Norte do Nordeste, mais precisamente na região do Ceará. O outro evento possível ainda não está detectado pelo ONS", completou Silveira.
Silveira fez questão de ressaltar que o apagão de mais cedo "não tem nada a ver com a segurança energética do Brasil".
"O ocorrido de hoje não tem nada a ver, absolutamente nada a ver com o suprimento energético e a segurança energética do Brasil. Nós vivemos um momento de abundância dos nossos reservatórios", afirmou o ministro.
Por fim, Silveira disse que seria leviano relacionar a privatização da Eletrobras diretamente ao apagão de mais cedo. Mas disse que a privatização, na opinião dele, "fez mal" ao país.
Mais cedo, a primeira-dama, Janja da Silva, publicou nas redes sociais a frase "A Eletrobras foi privatizada em 2022. Era só esse o tuíte".
Na entrevista, Silveira foi questionado se o apagão tinha a ver com a privatização da empresa.
"Eu seria leviano em apontar que há uma causa direta com relação à privatização da Eletrobras. O que não posso faltar é com a coerência, a minha posição sempre foi essa e não vai deixar de ser é que um setor estratégico como esse deve ter a mão firme do estado brasileiro", afirmou o ministro.
No entanto, para ele, o setor é estratégico e deveria estar totalmente nas mãos do Estado.
"Primeiro que todos conhecem minha posição com relação à privatização. Um setor estratégico para segurança do país, inclusive para segurança alimentar, energética, como um setor elétrico de um país – em especial com as dimensão territorial do Brasil – na minha visão não deveria ser privatizado", afirmou Silveira.
Segundo o ministro, a Eletrobras "deveria ter uma função estatal". "Minha posição é que a privatização da Eletrobras fez muito mal. Fez mal ao sistema", declarou.
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