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Fonte: G1 - Em Esporte - 29/12/2022 04:18:00 hrs

Morreu, aos 82 anos, Edson Arantes do Nascimento, um homem igual a qualquer outro, com qualidades e defeitos. No caso, mais qualidades que defeitos, embora estes o tenham impedido de ser um cidadão ainda mais influente do que foi. Pelé morreu em decorrência de falência de múltiplos órgãos, resultado da progressão do câncer de cólon, segundo o hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Curiosamente, Edson tratava a si mesmo na terceira pessoa.
E consta que morreu também nesta quinta-feira (29), também aos 82, Pelé, o melhor jogador de futebol de todos os tempos, título indiscutível pelo menos para as pessoas sensatas que viram futebol muito antes e muito depois de o atleta começar e terminar, entre 1956 e 1977, sua esplendorosa carreira de 1.283 gols, cinco títulos mundiais —dois pelo Santos e três pela seleção brasileira.
Curiosamente, Pelé tratava a si mesmo na terceira pessoa.
Mas o mundo —a imprensa francesa primeiramente—, a vida inteira o tratou por Rei: Rei Pelé. Verdade que um dia o jornal inglês The Sunday Times foi além ao perguntar e responder: "Como se soletra Pelé? Com as letras GOD [Deus, em inglês]".
A família ainda não divulgou detalhes sobre o velório, mas uma estrutura foi montada na Vila Belmiro nos últimos dias para receber a vigília. O sepultamento ocorrerá em Santos.
O Atleta do Século estava internado desde 29 de novembro no hospital Albert Einstein, em São Paulo. A internação ocorreu em virtude de uma infecção respiratória após ele contrair Covid-19 e para a reavaliação do tratamento de um câncer no cólon. Na tarde desta quinta, o hospital anunciou a morte de Pelé.
Pelé passou por uma cirurgia no cólon em setembro de 2021 e desde então vinha sendo submetido a repetidas sessões de quimioterapia. No início de 2022, foram detectadas metástases no intestino, no pulmão e no fígado.
Em 21 de dezembro, o corpo clínico do hospital divulgou um boletim médico dizendo que Pelé apresentou uma "progressão da doença oncológica" e que necessitava de maiores cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca. Por isso, o ex-jogador não teve autorização para passar o Natal em casa, como queria a família.
Apesar do quadro complicado, Pelé passou alguns dias estável e com uma leve melhora. Nos últimos dias, porém, a saúde do Rei voltou a piorar.
Em virtude da idade avançada e do tratamento, as aparições públicas do Rei do Futebol se tornaram cada vez menos frequentes nos últimos anos. Em redes sociais, ele manifestava otimismo com a recuperação.
Pelé teve sete filhos e estava casado desde 2016 com Márcia Aoki. Do primeiro casamento, com Rosemeri Cholbi, nasceram Kely Cristina, Edinho e Jennifer. O ex-jogador também é pai dos gêmeos Joshua e Celeste, de seu relacionamento com a psicóloga Assíria Lemos. Além desses, Pelé teve duas filhas fora do casamento: Sandra Regina, que só obteve o reconhecimento da paternidade pela Justiça e morreu em 2006, e Flávia.
O maior jogador de futebol de todos os tempos estreou na Seleção Brasileira em 1957, onde disputou 113 jogos e marcou 95 gols, de acordo com números da CBF. Nas contas da Fifa, que considera apenas jogos entre seleções, são 77 gols em 91 partidas.
Em toda a carreira, Pelé fez 1.282 gols em 1.364 partidas na contabilização feita pelo Santos. Nas redes sociais, o Rei dizia ter feito um a mais, 1.283.
Vida de celebridade
Se dentro das quatro linhas Pelé era uma unanimidade, do lado de fora dos estádios sua vida foi recheada de polêmicas típicas das celebridades.
O jogador se casou pela primeira vez em 1966 com Rosemeri Cholbi, com quem teve três filhos: Kelly Cristina, Edson, o Edinho, e Jennifer. O relacionamento terminou em 1978 e, dois anos depois, o Rei conheceu a modelo Xuxa Meneghel, com 17 anos à época. O namoro, acompanhado passo a passo pela midia, durou seis anos.
Pelé também teve duas filhas fora do casamento, reconhecidas, por caminhos diferentes, na década de 1990. A situação de Sandra Regina foi a que mais abalou a imagem do Rei.
Nascida em 1964, ela iniciou um processo judicial em 1991 pedindo reconhecimento de Pelé como seu pai, o que só aconteceu após cinco anos de batalha nos tribunais. O ex-jogador recorreu da decisão diversas vezes e nunca foi próximo à filha, que morreu em 2006, vítima de um câncer.
Com Flávia Kurtz a situação foi diferente. Fruto de um relacionamento nos anos 1970, Pelé só a conheceu em 1994. Por anos manteve a situação em segredo e só a tornou pública oito anos depois. Fisioterapeuta, Flávia sempre participou dos tratamentos de saúde do pai. Pelé também teve outros dois filhos, os gêmeos Joshua e Celeste, de seu casamento com a psicóloga Assíria Lemos.
Aposentado do futebol, Pelé se arriscou por diversas áreas: foi ator, cantor, garoto-propaganda e político. Foi durante a sua gestão como Ministro do Esporte, no governo FHC, que foi promulgada a lei que leva seu nome.
A legislação, entre outras coisas, acabou com o passe que prendia os atletas aos clubes independentemente do tempo de contrato.
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