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Polícia
Fonte: G1, EPTV - Em Polícia - 27/11/2019 08:07:00 hrs

A gerente de compras Tatiana Ferreira Lozano Pereira foi condenada pelo tribunal do júri a 25 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, pela morte do filho Itaberli Lozano, de 17 anos. Ele foi espancado, esfaqueado e teve o corpo queimado, em dezembro de 2016, em Cravinhos (SP).

Foto: Tatiana Lozano está presa desde janeiro deste ano - EPTV
O júri também condenou nesta quarta-feira (27) Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa. Cada um recebeu a pena de 21 anos e oito meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado.
Acusado de ocultação de cadáver, o padrasto de Itaberli, Alex Canteli Pereira, foi dispensado do júri depois que o advogado abandonou a defesa dele. Ele será julgado em nova data, ainda a ser marcada. Pereira responde ao processo em liberdade.
O Caso
De acordo com a Promotoria, no dia do crime, Tatiana atraiu o filho para casa, com a ajuda de uma adolescente, de 16 anos, e dos réus Victor e Miller, que espancaram Itaberli. No entanto, a mãe o matou com uma facada no pescoço. Com a ajuda do marido,levaram o corpo até um canavial, onde foi queimado.
O boletim de ocorrência relatando o desaparecimento do filho só foi registrado dois dias antes de ele ser achado morto. O corpo de Itaberli foi encontrado carbonizado em 7 de janeiro de 2017, dez dias após o adolescente ter sido espancado e esfaqueado. O padrasto, Alex, admitiu a participação na tentativa de ocultar o cadáver.
Ao ser presa com o marido, Tatiana confessou o crime, mas disse que agiu após o filho ameaçá-la de morte, porque ele estava envolvido com drogas. No entanto, em novo depoimento, disse que o adolescente havia sido morto por três jovens com quem tinha desavenças. O relato não convenceu a polícia.

Foto: Facebook
Ao longo do inquérito, testemunhas afirmaram à polícia que mãe e filho tinham uma relação conturbada. O adolescente era homossexual e, dias antes do assassinato, postou em uma rede social que havia sido agredido por Tatiana por ser gay.
Itaberli havia deixado a casa da mãe e tinha passado a morar com a avó. Foi com o pretexto de fazer as pazes que Tatiana conseguiu levar o filho até a residência.
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