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Fonte: g1 AL - Em Polícia - 15/04/2025 06:51:00 hrs

Eduarda Silva de Oliveira, 22 anos, foi presa em flagrante acusada de matar asfixiada uma bebê de 15 dias de vida. O caso ocorreu em Novo Limo, Alagoas.
A mãe da recém-nascida Ana Beatriz deu pelo menos cinco versões diferentes para a morte da menina. A polícia informou que espera o resultado da necropsia para confirmar qual das versões é verdadeira.
Segundo o delegado Igor Diego, a primeira versão apresentada pela mãe foi de morte acidental. Ela contou que a menina teria se engasgado enquanto era amamentada de madrugada e sufocou. A mãe disse que tentou reanimá-la, mas que não conseguiu.
Após ser confrontada pela polícia, ela deu uma segunda versão, de que asfixiou a criança. A mãe contou que estava há duas noites sem dormir porque a bebê chorava muito e também por causa do barulho de som de um bar na frente da casa da família. Diante da situação, teria sufocado a menina com um travesseiro.
"Inicialmente, ela começou dizendo que estava amamentando, a criança teria tido um engasgo e ela teria tentado reanimar a criança e não teria conseguido. Posteriormente, ela mudou a versão afirmando que a criança não dormia, estava chorando bastante. (...) Ela não aguentava mais aquela situação, teria pego o travesseiro da criança e teria realizado a asfixia, matando a criança", disse o delegado Igor Diego.
O delegado afirmou que a mãe está muito abalada, o que pode ser um indício de que ela cometeu o crime de infanticídio, influenciada pelo puérperio, período após o parto em que a mulher tem alterações hormonais e emocionais.
"A gente tem muita cautela, porque ela já apresentou diversas situações. Então qual é a verdade sobre os fatos? Só com o trabalho pericial que vai ser realizado é que vamos ter essas respostas definitivas. Ela pode ser encaminhada tanto para a questão de ficar presa quanto para a questão de tratamento", disse Igor Diego.
O pai da criança, Jaelson da Silva Souza, estava em São Paulo a trabalho quando soube do desaparecimento da filha, na última sexta-feira (11). Ele voltou a Alagoas para acompanhar as buscas e, segundo a polícia, não teve participação no crime. Contudo, a polícia investiga se uma segunda pessoa ajudou a mãe no caso.
O corpo da menina foi encontrado no início da tarde, enrolado em um saco plástico dentro de um armário junto com materiais de limpeza.
Foi o advogado da família e o pai da criança que acionaram a polícia depois de convencer Eduarda a dizer onde estava o corpo da filha.
Versão 1 – Sequestro por ocupantes de um carro
A mãe relatou, inicialmente, que estava acompanhada da filha recém-nascida e do filho de cinco anos, aguardando o ônibus escolar, quando um carro preto, modelo Classic, se aproximou e os ocupantes sequestraram Ana Beatriz, fugindo em seguida em direção a Pernambuco.
Contradição: Imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas apontam que a mulher saiu e retornou sozinha para casa, sem qualquer indício da presença do veículo ou de terceiros.
"Em momento algum ela desceu da BR, em momento algum ela estava com a criança no colo, verificamos todos os veículos, nenhum veículo passa do lado direito da BR em baixa velocidade para anunciar esse sequestro. O único veículo que passou em baixa velocidade foi o Prata, identificamos esse veículo, o motor já ao retornar, verificamos que ele fazia transporte irregular de pessoas, medical de transporte de pessoas de Mercadorias para Recife. Não teve envolvimento nenhum com o fato", disse o delegado.
Versão 2 – Apenas uma mulher teria levado a criança
A mãe relatou que um carro preto teria feito a abordagem, mas que nele só havia o motorista e uma mulher loira, no banco de trás e apontando uma arma de fogo. Ela teria entregue a criança pela janela do carro a essa mulher.
Contradição: Essa versão também foi derrubada pela PC a partir dos mesmos indícios da versão 1.
Versão 3 – Ameaça com facas
A mulher voltou atrás mais uma vez, retirando a informação sobre armas de fogo e afirmando que os homens estariam com facas.
Contradição: Assim como as versões 1 e 2, não não há qualquer imagem ou testemunha que comprove a abordagem, nem sinais de luta ou resistência.
Versão 4 – Abordada por pessoas a pé
Nessa versão, a mãe contou que teria sido abordada por dois homens que estavam caminhando, às margens da rodovia, com facas nas mãos. Eles teriam feito ameaças e levado a bebê de seus braços a força.
Contradição: Do mesmo modo que as versões anteriores, não há nenhuma comprovação do fato.
Versão 5 – Suposta violência sexual
"A última versão que ela sustenta é de que ela teria deixado o portão de sua residência aberto e por volta de meia-noite dois homens encapuzados, com casaco e luvas, teriam entrado e praticado abusos sexuais contra ela, posteriormente subtraindo a criança mediante violência grave e ameaça", relatou João Marcello.
Ela deu mais detalhes sobre essa versão, alegando que as ameaças teriam sido feitas com arma de fogo apontada para sua cabeça e a ação teria durado cerca de 20 minutos. Nem o filho de 5 anos, nem a bebê teriam acordado durante esse tempo, por isso não choraram. Ela afirmou que não gritou porque ficou com medo e, por isso, nenhum vizinho teria como saber.
Contradição: Os delegados afirmaram que a situação foi checada. Ela foi encaminhada para atendimento na Rede de Atenção às Vítimas (RAV), mas os exames realizados não constataram indícios de estupro.
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