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Justiça
Fonte: Jornal Info Rondônia - Em Justiça - 09/09/2026 07:51:00 hrs
Lumar Costa da Silva, condenado por matar a própria tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, de 55 anos, em Sorriso (MT), continuará internado em uma unidade psiquiátrica por decisão da Justiça.
A decisão foi tomada pela juíza Caroline Schneider Guanaes Simões, da 2ª Vara Criminal de Cuiabá, que entendeu ser necessário manter a medida de segurança até uma nova avaliação sobre as condições do homem.
O crime
O assassinato aconteceu em 2 de julho de 2019. Segundo as investigações, Lumar estava hospedado na residência da tia quando a atacou com golpes de faca.
Após o homicídio, ele abriu o tórax da vítima e retirou o coração. O órgão foi levado até a residência de uma das filhas de Maria Zélia.
Na sequência, Lumar roubou um veículo e invadiu uma subestação de energia, onde acabou localizado e preso pelas autoridades.
Inimputabilidade
Durante o interrogatório, Lumar confessou o crime. Posteriormente, a Justiça o considerou inimputável, por entender que sua condição mental comprometia sua capacidade de compreender plenamente a ilicitude dos atos praticados.
Ele foi absolvido sumariamente e submetido a medida de segurança com internação psiquiátrica por tempo indeterminado, relacionada aos crimes de feminicídio, furto, roubo e dano qualificado.
Tentativa de tratamento em liberdade
Em junho de 2025, após avaliações favoráveis à desinternação, Lumar deixou a unidade psiquiátrica para continuar o tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), em Campinas (SP), acompanhado pelo pai.
A permanência fora da internação, porém, durou poucos meses. Conforme os registros apresentados à Justiça, ele voltou a apresentar comportamentos agressivos e ameaçadores contra familiares, incluindo a ex-companheira e a filha.
Os episódios resultaram em medidas protetivas e também em investigação policial.
Em novembro de 2025, a desinternação foi revogada e Lumar foi recapturado em Campinas. Desde então, permanece no Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho, em Cuiabá.
Nova avaliação
Em uma avaliação realizada neste ano, a equipe da unidade informou que Lumar apresentava comportamento cooperativo, sem sintomas psicóticos agudos e com relativa estabilidade clínica. Diante disso, foi considerada novamente a possibilidade de desinternação.
A Defensoria Pública também se manifestou favoravelmente ao tratamento em liberdade, enquanto o Ministério Público foi contrário à medida.
Ao decidir pela manutenção da internação, a magistrada destacou que a estabilidade apresentada dentro de um ambiente hospitalar, com acompanhamento profissional, vigilância e controle da medicação, não garante que o paciente não ofereça riscos fora da instituição.
A juíza também considerou registros anteriores que apontaram diagnóstico de Transtorno de Personalidade Antissocial e destacou que a primeira tentativa de tratamento em liberdade foi seguida por novos episódios de violência e ameaças.
Exame de periculosidade
A magistrada determinou que a Politec realize, com urgência, um novo exame para avaliar a periculosidade de Lumar.
Até que o resultado seja concluído e posteriormente analisado pela Justiça, ele continuará internado no CIAPS Adauto Botelho.
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