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Fonte: g1 - Em Geral - 28/06/2023 09:04:00 hrs

O Brasil tem 203.062.512 de habitantes, segundo o Censo Demográfico 2022, realizado mais de dez anos após a edição anterior da pesquisa. Os primeiros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).
O número veio abaixo das projeções anteriores do órgão. Em 2021, o prognóstico apontava que país teria ao menos 213 milhões de habitantes. Em dezembro de 2022, já com dados prévios do levantamento, o IBGE revisou a estimativa para 207,7 milhões, 4,7 milhões de pessoas a menos do cálculo final divulgado hoje.
É uma pesquisa realizada pelo IBGE para fazer uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira. Ela permite traçar um perfil socioeconômico do país, já que conta os habitantes do território nacional, identifica suas características e revela como vivem os brasileiros.
Porque ele identifica informações essenciais para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas e para a realização de investimentos públicos e privados. Interfere, por exemplo, na distribuição das transferências da União para estados e municípios e na identificação de áreas de investimento prioritário em saúde, educação, habitação, transportes e energia.
Veja, abaixo, os destaques do Censo 2022:
Todos os 5.568 municípios brasileiros, mais dois distritos (Fernando de Noronha e Distrito Federal), totalizando 5.570 localidades, receberam visita de recenseadores. egundo o IBGE, 106,8 milhões de endereços em 8,5 milhões de quilômetros quadrados.
lém verificar exatamente qual o tamanho da população, o Censo compila dados sobre as características dos moradores (como idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade e renda) e informações sobre saneamento básico dos domicílios.
A lei prevê que a pesquisa deve ocorrer a cada dez anos. Como a edição anterior era de 2010, ela deveria ter sido realizada novamente em 2020, mas foi suspensa por conta da pandemia de Covid-19.
Em 2021, o Censo sofreu segundo adiamento, desta vez por cortes orçamentários do governo Jair Bolsonaro.
Após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal liberou os R$ 2,3 bilhões solicitados pelo IBGE, que deu início aos trabalhos em 1º de agosto de 2022.
As estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE também servem de parâmetro para obrigações do Estado brasileiro, como repasses de dinheiro da União para municípios.
A distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios (FPM) pelo Tribunal de Contas da União (TCU) é uma das atribuições do Estado que leva em conta números Censo. Para a grande maioria das cidades — todas aquelas que não são capitais e que têm menos de 142.633 habitantes —, o critério utilizado para o repasse de recursos é populacional.
O número de habitantes contabilizado pelo IBGE define o coeficiente em que a cidade se enquadra. Esse índice determina qual será a participação de determinado município no fundo. Quanto menor a população, menor o coeficiente – e, portanto, menor o valor do repasse realizado pela União.
A diminuição da população em relação às estimativas anteriores pode alterar o enquadramento dos municípios.
Em 2023, não haverá mudança na distribuição, pois o TCU havia estabelecido que seriam aplicados os mesmos parâmetros de distribuição utilizados no ano passado. Para 2024, no entanto, esses números ainda não foram definidos.
Nas Unidades da Federação (UFs), a população sofreu pouca alteração de distribuição.
A região Sudeste continua sendo a mais populosa, com 41,8% do total de habitantes do país. Na sequência, estão o Nordeste (26,9%), Sul (14,7%), Norte (8,5%) e Centro-Oeste (8%).

Também em posição inalterada, o estado de São Paulo continua a ser o mais populoso do país, com 44,4 milhões de habitantes (21,88% da população brasileira), seguido por Minas Gerais (20.538.718 habitantes) e Rio de Janeiro (16.054.524 habitantes).
Entre os municípios, a capital paulista permanece sendo, com folga, a cidade mais populosa do país: 20.666.224 habitantes, um aumento de 5,3% em relação ao Censo 2010.
O Rio é o vice-líder, com 11,6 milhões e queda de 2,1% no período. Belo Horizonte (MG) vem na sequência, com 4,95 milhões, alta de 4,4%.
A menor cidade do país é Serra da Saudade (MG), com 833 habitantes. O município tomou o espaço de Bora (SP), que agora tem 907 residentes, um aumento de 12,7% em relação a 2010.
Veja a lista com os 10 municípios com as maiores populações do Brasil:
Veja a lista com os 10 municípios com as menores populações do Brasil:
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