01/07/2026 10:20 hrs
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Fonte: Rolnews - Em Geral - 01/07/2026 10:07:00 hrs
O Hospital de Amor Amazônia, em Porto Velho, entrou para a história da medicina brasileira nesta terça-feira (30) ao realizar a primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância do Sistema Único de Saúde (SUS) em um hospital filantrópico.
O procedimento foi realizado em um paciente com câncer de reto e conectou, em tempo real, as equipes médicas das unidades do Hospital de Amor em Porto Velho (RO) e Barretos (SP), permitindo que especialistas acompanhassem e assumissem o controle dos equipamentos robóticos a cerca de 2.700 quilômetros de distância.
A iniciativa é considerada um marco para a saúde pública brasileira ao unir tecnologia, conectividade de alta velocidade e atendimento especializado pelo SUS, ampliando o acesso a tratamentos de alta complexidade para pacientes que vivem longe dos grandes centros.
A operação aconteceu no centro cirúrgico do Hospital de Amor Amazônia, em Porto Velho, onde uma equipe médica permaneceu ao lado do paciente durante todo o procedimento.
Enquanto isso, especialistas na unidade de Barretos monitoravam a cirurgia em tempo real e podiam assumir o controle dos instrumentos robóticos remotamente sempre que necessário.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou a cirurgia diretamente da unidade paulista.
Segundo o ministro, a iniciativa demonstra como a expansão da conectividade pode transformar o acesso à saúde no país.
"Essa cirurgia representa a concretização de um compromisso do presidente Lula de utilizar a conectividade para ampliar o acesso da população aos procedimentos médicos mais avançados. É a tecnologia aproximando especialistas de pacientes que vivem longe dos grandes centros e mostrando que a transformação digital também salva vidas", afirmou.
A telecirurgia é uma modalidade de cirurgia robótica em que o médico pode operar um paciente mesmo estando em outra cidade.
Em vez de manipular diretamente os instrumentos cirúrgicos, o especialista envia comandos por meio de uma conexão de internet de alta velocidade e baixa latência para um robô instalado na sala cirúrgica.
Durante todo o procedimento, uma equipe médica permanece ao lado do paciente para prestar suporte imediato e acompanhar todas as etapas da cirurgia.
Para garantir a segurança da telecirurgia realizada em Porto Velho, os ministérios das Comunicações e da Saúde desenvolveram, em parceria com o Hospital de Amor, um protocolo específico de conectividade.
A estrutura utilizou duas conexões independentes de fibra óptica, redundância por rede 5G e uma rede dedicada por VPN, garantindo estabilidade durante todo o procedimento.
Outro requisito essencial foi manter a latência inferior a 100 milissegundos — intervalo entre o comando realizado pelo cirurgião e a resposta do robô — considerada uma condição indispensável para esse tipo de operação.
A expectativa é que a tecnologia contribua para ampliar o acesso da população a procedimentos cirúrgicos de alta complexidade pelo SUS, especialmente em regiões distantes dos grandes centros médicos, reduzindo a necessidade de deslocamentos e fortalecendo a assistência especializada em estados como Rondônia.
Com informações do Portal IG
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