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Governo confirma dois casos de varíola dos macacos em Rondônia

Fonte: Da redação TribunaTOP - Em Saúde - 11/09/2022 05:14:00 hrs

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Governo confirma dois casos de varíola dos macacos em Rondônia
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A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa) confirmou neste domingo (11) dois casos positivos de Monkeypox no estado.

Segundo a Agevisa, através de exames laboratoriais foi possível identificar estes dois casos, sendo uma paciente do sexo feminino, com idade entre 30 e 40 anos, atendida no início de setembro, e outro do sexo masculino, com idade entre 10 e 20 anos, também atendido no início de setembro.

A Agevisa não divulgou onde moram os pacientes.

A Agevisa também informou que ambos os casos estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica Estadual, bem como seus seus familiares estão em alerta.

A Agevisa também ressaltou que a transmissão da doença acontece, principalmente, por vias respiratórias, além de contato com as lesões ou secreções, inclusive, por via sexual e por contato com objetos contaminados com o vírus.

"Orientamos à população em geral que se proteja com o uso regular de máscaras faciais", ressaltou a agência.

As principais características da Monkeypox são o aparecimento de lesões na pele (pústulas), feridas na boca e/ou na região genital. "Ao detectar algum desses sintomas, deve-se procurar atendimento em uma Unidade de Saúde para avaliação médica", diz a Agevisa.

SAIBA MAIS SOBRE A DOENÇA

O que é a varíola dos macacos?

Também conhecida como Monkeypox, é uma doença zoonótica, ou seja, causada por vírus transmitidos entre animais e seres humanos. É combatida com medicamentos para amenizar os sinais e sintomas, além de antirretrovirais.

O vírus foi identificado pela primeira vez em 1958, em macacos avaliados em laboratório. O primeiro caso humano é de 1970, no Congo (África).

O primeiro surto de varíola dos macacos fora da África ocorreu em 2003, nos Estados Unidos, com 70 casos.

No Brasil, o primeiro caso da doença foi confirmado em 30 de junho de 2022.

De que forma posso pegar a doença?

- Contato direto ou indireto com sangue, fluidos corporais, lesões de pele, e com mucosas de animais infectados

- Contato próximo ou íntimo com lesões de pele de pessoas infectadas

- A transmissão também pode ocorrer por meio contato com objetos, tecidos e superfícies usadas pelo infectado

- Gotículas respiratórias

- Da mãe para o feto ou recém-nascido

Como percebo a doença? 

Após infectada, a pessoa geralmente inicia os sintomas com febre, dor muscular, fadiga, dor de cabeça, fraqueza, dor nas costas e dor nos gânglios (principalmente atrás da orelha e cabeça). 

Após três dias, o indivíduo apresenta erupções na pele a partir do local da infecção primária, que se espalham rapidamente para outras partes do corpo.

As lesões progridem, no geral, dentro de 12 dias, evoluindo de manchas para bolhas, até se formarem as crostas.

Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas, o que ocorre em geral entre 2 e 4 semanas.

Quanto tempo duram os sintomas? 

Geralmente, os sintomas permanecem de 2 a 4 semanas.

Tenho que ficar em casa?

Sim. Mesmo que o caso ainda seja tratado como suspeito, aguardando confirmação do exame de laboratório, deve-se permanecer em isolamento. Em se confirmando o caso, o isolamento deve ser por 21 dias.

Como posso evitar?

- Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele

- Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença

- Lavar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel

- Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais

- Usar máscaras, protegendo-se contra gotículas de saliva, entre casos confirmados e contactantes

Existe vacina contra a doença?

Não há uma vacina específica para a varíola dos macacos, mas imunizantes contra a varíola também podem ser utilizados contra a doença.

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