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Fonte: Metropoles - Em Geral - 29/06/2019 09:33:00 hrs
Tel Aviv, Johannesburg, Zurique, Paris, Cannes, Barcelona, Antártica, Lisboa, Dubai, Genebra, Nova York, Los Angeles, Roma e Budapeste. Esses são alguns dos destinos que os ministros do presidente Jair Bolsonaro (PSL)visitaram este ano. Ao todo, os chefes das pastas da Esplanda gastaram R$ 468,8 mil exclusivamente em viagens internacionais.

O valor, contudo, pode ser imensamente maior. Cruzamento de dados mostra discrepâncias significativas em ao menos sete pastas. Alguns deslocamentos ultrapassaram a marca dos R$ 30 mil. Os números fazem parte de um levantamento do Metrópoles com dados do Portal da Transparência — canal oficial do governo federal para divulgação de gastos.
Entre 1º de janeiro deste ano e o último dia 23 de junho, os ministros embarcaram com seus passaportes para as mais variadas missões internacionais em prol, em tese, da construção de políticas públicas paras as mais diversas áreas.
No período, por exemplo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, esteve em El Salvador para a posse do presidente Nayib Bukele. Já o chefe do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, que teve um assessor preso esta semana, esteve em Cannes, na França, para um evento de profissionais do ramo imobiliário.
Algumas das ausências foram para acompanhar Bolsonaro na comitiva presidencial, como ocorreu com Paulo Guedes, ministro da Economia. Ele esteve em Dallas, Washington e Davos com o comandante do Palácio do Planalto. No caso dele, a contabilidade é diferente, por viajar em jatos da Força Aérea Brasileira (FAB), por exemplo. Por isso, no Portal da Transparência aparece o pequeno valor de R$ 2.562,47.
Os dois ministros que mais gastaram em viagens internacionais, segundo os dados divulgados pelo Portal da Transparência, são Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, com R$ 72.229,74, e Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, Minas e Energia, com R$ 49.985,52.

“Parte das atribuições institucionais”
O Ministro das Relações Exteriores informou, em nota, que a pasta é a principal auxiliar de Bolsonaro na direção da política exterior do Brasil. “As viagens fazem parte das atribuições institucionais inerentes ao cargo e são amplamente divulgadas no site e nas mídias sociais do ministério”, explica o documento.
O Banco Central adotou o mesmo tom. “O presidente do banco participa também de diversos eventos nos quais transmite ao mercado financeiro, empresariado internacional e comunidade acadêmica o cenário político-econômico do Brasil, contribuindo para a produção acadêmica, atração de investimentos e retomada do crescimento da economia brasileira”, finaliza o texto.
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