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Fonte: G1 RO - Em Política - 26/03/2026 06:20:00 hrs
Um bebê morreu antes do parto na madrugada desta quarta-feira (25) no Hospital Municipal de Ji-Paraná (RO). O caso gerou revolta entre os familiares e resultou em uma denúncia de negligência médica, além de danos ao patrimônio da unidade. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do óbito e a conduta da equipe de saúde.
Ocorrência e danos na unidade
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 5h15 para conter uma confusão na maternidade, localizada no bairro Dom Bosco. Relatos indicam que, ao receber a notícia da morte da criança, o pai entrou em estado de choque e descontrole, danificando um bebedouro, um lixeiro e a porta de vidro da entrada.
Profissionais de saúde relataram ter sofrido ameaças, e o médico plantonista afirmou à polícia ter se sentido intimidado. O homem deixou o local antes da chegada da PM e seu paradeiro é desconhecido.
Relato da família
O pai da criança contesta o atendimento recebido. Segundo ele, a esposa deu entrada na unidade às 20h e permaneceu até as 4h30 com fortes dores e vômitos, sem intervenção imediata. "Simplesmente mataram minha filha. [A esposa] ficou 9 horas lá, vomitando e sentindo dor forte", desabafou em entrevista à Rede Amazônica.
A avó do bebê, Sandra Maria, reforça a tese de demora. Ela afirma que a família acionou a equipe diversas vezes, mas recebia a resposta de que os sintomas eram "normais do trabalho de parto". Segundo Sandra, a situação só mudou quando uma enfermeira percebeu a gravidade, chamou o médico e encaminhou a gestante para uma cesariana de emergência. "Se não fosse ela, minha nora tinha morrido também", relatou.
Posicionamento da Secretaria de Saúde
O secretário de Saúde de Ji-Paraná, Cristiano Ramos, informou que a paciente estava internada para parto normal e seguia o protocolo de monitoramento dos batimentos cardíacos fetais (BCF) a cada duas horas.
Segundo Ramos, durante a madrugada, a enfermagem detectou a queda e posterior interrupção dos batimentos. Um ultrassom confirmou o óbito e a paciente foi levada ao centro cirúrgico. O secretário afirmou que, durante a cirurgia, a equipe identificou um nó no cordão umbilical, o que aponta para uma possível fatalidade.
A Secretaria de Saúde abriu uma sindicância com prazo de 20 dias para apurar os fatos e verificar se houve erro técnico. A mãe do bebê segue internada sob observação.
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