Rolim de Moura - RO, Domingo, 25 de Agosto de 2019

Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

Manifesto recomeçou na tarde desta quarta-feira (15). Durante a manhã, ato foi pacífico e teve cerca de 200 pessoas, segundo DCE.

Fonte: Por Diêgo Holanda e Ana Kézia Gomes, G1 RO - Em Geral - 15/05/2019 08:11:00 hrs

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Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

O protesto contra o bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) recomeçou por volta das 15h desta quarta-feira (15), em Porto Velho. O movimento segue pacífico e sem reforço de equipes da Polícia Militar (PM).


Além de estudantes da Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), manifestantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), faculdades particulares e profissionais da educação se juntaram ao grupo. A concentração ocorreu no prédio da administração da Unir, conhecida como Unir Centro.

Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

No retorno do protesto, estudantes indígenas chegaram a discursar sobre o corte. Uma hora depois, os manifestantes deram início a uma passeata até as Três Caixas D'Água, onde se encontraram com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Sintero) e outros sindicatos relacionados com educação.

Na sequência, passaram pela Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) com destino a Avenida Sete de Setembro. No total, o Sintero estima mais de mil participantes no protesto na capital rondoniense e acredita que outras três mil pessoas se junte ao manifesto até o fim do dia.


Durante a manhã, a manifestação, que é nacional, começou com o bloqueio de alunos da Unir na principal via de Porto Velho. Cerca de 200 pessoas estiveram no manifesto pacífico, segundo o Diretório Central dos Estudantes (DCE). Na ocasião, a Polícia Militar (PM) fazia o acompanhamento, mas não divulgou o número de manifestantes.

Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

A concentração dos universitários começou na Praça do Baú, centro de Porto Velho, e logo depois os estudantes seguiram até a Avenida Sete de Setembro para pedir o fim do bloqueio de verbas à Unir. Na sequência eles fecharam a via, no cruzamento com a Avenida Rogério Weber.


O grupo também usou cartazes para pedir o fim da reforma da previdência, que tramita no Congresso Nacional em Brasília (DF).


Segundo os alunos, a situação da Unir é "caótica" e, com esse bloqueio de verbas, a universidade no estado não deve funcionar a partir de julho, pois ficaria sem dinheiro para pagar contas de energia, telefone e serviços terceirizados.

Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

Contingenciamento
 
Em abril, o Ministério da Educação divulgou que todas as universidades e institutos federais teriam bloqueio de recursos. Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado.


De acordo com o Ministério da Educação, o bloqueio é de 24,84% das chamadas despesas discricionárias — aquelas consideradas não obrigatórias, que incluem gastos como contas de água, luz, compra de material básico, contratação de terceirizados e realização de pesquisas. O valor total contingenciado, considerando todas as universidades, é de R$ 1,7 bilhão, ou 3,43% do orçamento completo — incluindo despesas obrigatórias.

Estudantes e servidores protestam contra cortes na educação em Porto Velho

Em 2019, as verbas discricionárias representam 13,83% do orçamento total das universidades. Os 86,17% restantes são as chamadas verbas obrigatórias, que não serão afetadas. Elas correspondem, por exemplo, aos pagamentos de salários de professores, funcionários e das aposentadorias e pensões.


Segundo o governo federal, a queda na arrecadação obrigou a contenção de recursos. O bloqueio poderá ser reavaliado posteriormente caso a arrecadação volte a subir. O contingenciamento, apenas com despesas não obrigatórias, é um mecanismo para retardar ou deixar de executar parte da peça orçamentária devido à insuficiência de receitas e já ocorreu em outros governos.

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