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Saúde
Fonte: G1 RJ - Em Saúde - 10/09/2025 11:06:00 hrs

Um erro inusitado no Sistema Único de Saúde (SUS) transformou a rotina do estudante de medicina Matías Roitberg, de 25 anos, que descobriu estar “morto” para o sistema público. Argentino e morador do Brasil há mais de dez anos, ele cursa medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O equívoco veio à tona na última quinta-feira (4), quando Matías foi retirar sua carteira de vacinação no Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRJ), no Fundão. “O funcionário achou minha carteira separada e falou: ‘Ah, é você que morreu, né?’”, contou o estudante. Segundo o sistema, ele teria falecido em 2 de outubro de 2023.
Além do registro de óbito inexistente, os dados de Matías haviam sido adulterados: o nome do pai aparecia como “Slenderman” e sua cor racial foi modificada para preta, embora ele seja branco.
Preocupado com a possibilidade de fraude, Matías procurou a Clínica da Família Rocha Maia, em Botafogo, onde confirmou a inconsistência. O alívio veio apenas no dia seguinte, quando a Clínica da Família do Flamengo corrigiu seu cadastro, devolvendo-lhe oficialmente a condição de vivo perante o SUS.
“Desde então é o meu novo aniversário!”, brincou o estudante, aliviado.
A alteração teria sido feita no município de Ataléia, em Minas Gerais — cidade que Matías nunca visitou. As circunstâncias do erro ainda não foram esclarecidas.
Apesar do susto, ele conseguiu comprovar que continuava ativo em outros órgãos, como a Receita Federal, evitando maiores transtornos como perda da vaga na faculdade ou da bolsa de pesquisa. “Foi bizarro, mas agora está tudo certo. Só espero que não me matem de novo”, ironizou.
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