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Em Parecis, vereador perde presidência por eleição ilegal e desabafa: “MP não tem poder de tirar do cargo”

“Carlinhos da 90” diz ser um cara de respeito e garante continuar seu trabalho fiscalizador

Fonte: www.extraderondonia.com.br - Em Política - 16/03/2019 09:07:00 hrs

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Em Parecis, vereador perde presidência por eleição ilegal e desabafa: “MP não tem poder de tirar do cargo”

O vereador Antônio Carlos Argiona, popular “Carlinhos da 90”,  que no início de janeiro foi reconduzido ao cargo de presidente do Legislativo, em eleição antecipada e supostamente ilegal, fez um desabafo durante a sessão ordinária no município de Parecis, na região da Zona da Mata.

Em sessão ordinária ocorrida semana passada, Carlinhos usou a tribuna da Casa de Leis para dar esclarecimentos à população dos motivos que o levaram a perder o cargo de presidente do Legislativo no segundo biênio.

Ele citou a recomendação do Ministério Público (MP), mas esclareceu que o órgão “não tem poder para tirar o presidente da Mesa Diretora. O MP recomenda. Para tirar do cargo só por decisão judicial”.

“Eu sou um cara sério. Política se faz com trabalho, com honestidade. E hoje, trabalhar com honestidade não é fácil. Vou continuar fazendo meu trabalho, fiscalizando. Tenho minha consciência limpa, tenho que honrar meu trabalho. A população merece um esclarecimento. Não vou passar por corrupto. Vou continuar com meus. Inclusive, o MP recomendou aqui com relação aos carros públicos. Se algum funcionários estiver fazendo politicagem, podem denunciar no MP ou aqui na Câmara mesmo. Vamos mandar ao prefeito esta recomendação também. Sou um cara de respeito e isso vou carregar pelo resto da minha vida. A população tem que ter este esclarecimento do motivo de estar perdendo o cargo de presidente da Mesa”, disse.

ELEIÇÃO SEM EFEITO

Através do ofício 073/2019/NAE/PJSLO proferido em 6 de fevereiro, a promotora de Justiça Daeane Zulian Dorst, recomendou a Carlinhos que torne sem efeito o resultado da eleição que o reconduziu ao cargo, em decorrência de vício pela ilegalidade material e tocante desrespeito à Lei Orgânica desse Município e regimento interno da Casa de Leis. E que convoque nova eleição.

Após a denúncia de ilegalidade, dois vereadores que faziam parte da Mesa Diretora também pediram afastamento dos cargos.

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