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Fonte: Jornal Info Rondônia - Em Polícia - 05/05/2026 07:59:00 hrs
O ataque a tiros registrado dentro do Instituto São José, em Rio Branco, provocou forte comoção em todo o país após resultar na morte de duas servidoras da educação que, segundo relatos iniciais, tentaram conter o atirador e proteger os estudantes.
As vítimas foram identificadas como Raquel Sales Feitosa Raquel Sales Feitosa e Alzenir Pereira da Silva, conhecida como Tia Zena Alzenir Pereira da Silva. Ambas trabalhavam na unidade e são apontadas por testemunhas como verdadeiras heroínas diante do cenário de terror vivido por alunos e funcionários.
De acordo com as primeiras informações da polícia, um adolescente de 13 anos entrou armado na escola e efetuou diversos disparos. Outras pessoas ficaram feridas, foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico, sem risco iminente de morte.
As investigações apontam que a arma usada no crime pertencia ao padrasto do menor. O adolescente teria conseguido acesso à chave do cofre onde o armamento estava guardado, levando a pistola até a escola sem o conhecimento da família. O proprietário da arma foi detido e deverá responder por possíveis responsabilidades no caso.
Durante o ataque, alunos viveram momentos de desespero. Houve correria, pânico e tentativa de fuga em massa. Após os disparos, o adolescente deixou a arma no local e se apresentou a um quartel da Polícia Militar nas proximidades, onde foi apreendido.
A tragédia gerou forte indignação. Pais de alunos cobraram medidas concretas das autoridades para reforçar a segurança nas escolas e ampliar ações preventivas, incluindo acompanhamento psicológico, combate ao bullying e protocolos de resposta rápida para situações de violência.
O Governo do Acre confirmou a abertura de investigação pela Polícia Civil, enquanto o Ministério Público acompanha a apuração. Como medida imediata, as aulas da rede estadual foram suspensas por três dias.
A morte de Raquel e Alzenir deixa uma marca profunda na educação acreana. Mais do que vítimas, elas passam a ser lembradas como mulheres que colocaram a própria vida à frente para proteger crianças em um momento extremo, um gesto de coragem que comove o Brasil.
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