Rolim de Moura - RO, Sábado, 23 de Março de 2019

Com desenho de suástica, aluno ameaça massacre em escola do DF

Recado estava em quadro branco de um colégio público. Outras quatro ameaças foram registradas após ataque em Suzano e são investigadas

Fonte: www.metropoles.com - Em Polícia - 15/03/2019 06:31:00 hrs

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Com desenho de suástica, aluno ameaça massacre em escola do DF

Dois dias depois do atentado ocorrido em Suzano (SP), quando cinco adolescentes e duas funcionárias da Escola Raul Brasil foram mortos por dois atiradores, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar cinco ameaças a escolas públicas do DF. Os casos, contudo, seguem em segredo de Justiça por envolver nomes de adolescentes.

Uma das ameaças mais preocupantes foi a aparição do desenho de uma suástica no quadro branco de uma sala de aula. Abaixo do símbolo nazista, a frase “massacre em 20/3” (foto em destaque). Para não atrapalhar as apurações, o nome da escola não divulgado pelos investigadores da Polícia Civil do DF.

A área de inteligência da Segurança Pública também passou a monitorar as redes sociais, em especial o Facebook, o Twitter e o Instagram, por causa de publicações que incitam a violência ou veneram a atitude dos autores da chacina na escola de Suzano. Especialistas em crimes virtuais acompanham e pedem autorização judicial para tomar medidas preventivas.
Ao Metrópoles, o secretário de Educação, Rafael Parente, confirmou a informação dos cinco registros, mas disse que não pode detalhar os casos por envolver estudantes da rede pública. “De ontem (quinta) para hoje (sexta), fomos realmente informados sobre cinco ameaças. Por isso, decidimos aumentar a segurança no prédio (da secretaria) e nas escolas, com mais vigilantes e maior presença da PM”, disse.

Invasão na Secretaria de Educação
Os casos vieram à tona no mesmo dia em que um professor de violino da Escola de Música de Brasília (EMB) invadiu a sede da Secretaria de Educação, no Setor Bancário Norte. Ele estava armado com uma faca e uma besta (espécie de arco e flecha), mesmo equipamento utilizado pelos atiradores do massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP). O alvo, segundo a Polícia Militar, seria o próprio secretário, que tuitou sobre o caso.

Após ser preso e levado para a 5ª Delegacia de Polícia (área central), ele foi encaminhado ao Hospital de Base em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na maca, gritou: “Me trouxeram para cá como um cachorro“.

Com desenho de suástica, aluno ameaça massacre em escola do DF

O major da Polícia Militar Cláudio Peres informou que o alvo do professor seria o secretário de Educação, Rafael Parente. “Ele dizia que queria encontrá-lo para denunciar a forma a qual os professores são tratados. Reclamou dos maus-tratos cometidos contra eles”, disse o policial.

De acordo com o major, ele foi apreendido com uma faca rara da marca Imbel. “A besta pode ser comprada até mesmo no Mercado Livre. Não precisa de registro nem nada”, explicou. Aos policiais, o professor disse que os docentes estariam passando fome com o fechamento das cantinas nas escolas. Ele ressaltou também que o armamento não seria para atingir o secretário, “mas para tirar a própria vida”.

Sem dificuldades, o homem subiu até o 12º andar do prédio, localizado no Bloco C da Quadra 2, no Setor Bancário Norte. No pavimento, funciona o gabinete do secretário Rafael Parente. O chefe da pasta não estava no momento, pois tinha ido ao Palácio do Buriti para se reunir com o vice-governador do DF, Paco Britto.

Funcionários que trabalham na Sede 1 perceberam o cabo da besta para fora da mochila e acionaram a Polícia Militar. Segundo fontes da Secretaria de Educação, o homem tem histórico de distúrbio psiquiátrico, estava em licença médica e em tratamento.

O professor foi rendido por dois policiais militares e levado para a 5ª DP. Ele ofereceu resistência durante a ação. Ele vai ficar internado no Hospital Base. Responderá por porte de arma branca, mas não estava em condições de prestar depoimento e de assinar o termo circunstanciado nesta sexta.

Em meio a invasão e ameaças, o GDF estuda medidas para garantir mais segurança a alunos e servidores nos colégios públicos. Entre elas, a expansão do número de câmeras de monitoramento, botão do pânico para acionar a polícia em caso de situações de perigo, aulas de meditação e mediação de conflitos, catracas que exigem identidade estudantil para entrar nas escolas e até nota de comportamento compondo a média final dos alunos, com o objetivo de estimular a disciplina dentro dos colégios.

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