Rolim de Moura - RO, Quinta-Feira, 24 de Janeiro de 2019

COLUNA PORTA ABERTA - Por Fernando Garcia

A coluna Porta Aberta é publicada semanalmente no Jornal Folha da Mata.

Fonte: Fernando Garcia - Em Geral - 05/11/2018 03:09:00 hrs

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COLUNA PORTA ABERTA - Por Fernando Garcia

Órfão

O município de Rolim de Moura, nessas eleições, sofreu o maior baque de sua história política, onde os figurões e medalhões não conseguiram se reeleger e também eleger-se. No primeiro turno das eleições, onde os deputados federais Marinha Raupp, Luiz Cláudio e o senador da República, Valdir Raupp, foram expurgados, a leitura já estava se desenhando também para única esperança dos rolimourenses, que era Expedito Júnior.

 

Furacão

Com a vitória do desconhecido Coronel, Rocha Matos, para disputar o segundo turno das eleições com Expedito Júnior, o quadro já era assustador para o experiente político com mais de 30 anos de vida pública, o tucano Expedito Júnior. Mesmo com quase 60 mil votos de diferença, todos já sabiam da força do furacão oriundo de uma onda chamada de Bolsonaro.

 

Precipitação

Assim que terminou o primeiro turno, a equipe de marketing do candidato tucano, sentiu deveras a força avassaladora da onda Bolsonaro, para o Coronel, Rocha Matos, onde em vez de permanecer calado, em menos de 24 horas se precipitou e na ânsia de impedir o avanço do Coronel, também lançou campanha a favor de Bolsonaro, dizendo que apoiava o Capitão. Embora todos já soubessem das dificuldades, mas a equipe de marketing, cometeu erro infantil em dizer que apoiava o 17, sendo que Rocha Matos, também era o mesmo número.

 

Elástico

Lógico que a eleição em favor de Rocha Matos, já era vista com antecedência e, sem sombra de dúvida por motivos da “onda”, o Coronel Rocha Matos, já despontava como o franco favorito de ponta a ponta do Estado, porém, a frente numérica foi estarrecedora. Talvez se os marqueteiros mantivessem o silêncio, teria atingido altíssima soma de votos dos petistas, evitando assim uma frente esmagadora de quase dois por um.

 

Dependente

A capital da Zona da Mata, que é considerada a gigante da política estadual, agora, está totalmente fragilizada, sem estadual, federal e senador para os próximos quatro anos. Vamos nos valer dos deputados federais, Expedito Neto e Jaqueline Cassol, considerados de Rolim de Moura, mas, com domicílios eleitorais em Cacoal e Porto Velho, podendo diminuir bastante o sofrimento do município com emendas federal.

 

Vice

0 que restou para Rolim de Moura, foi a eleição do vice-governador Zé da Jodan, onde a capital da Zona da Mata, joga todas as suas esperanças na expectativa de dias melhores. Vale ressaltar, que nós já tivemos dois governadores, que somados foram doze anos de mandatos sem muita produtividade para o município, lembrando, que para obter as execuções das obras, o vice terá que pedir para depois existir a possibilidade e a vontade política do governador em torna-las  realidade.

 

 

Resolver

Como bem disse o vice-governador Zé da Jodan, em outras ocasiões, que a sua escolha em entrar na política, foi em decorrência de ter precisado ser atendido no hospital Amélio João, e não contou com o atendimento devido, o que lhe causou grande perplexidade em conviver com aquela situação. Vamos observar de agora pra frente, evidentemente daqui há uns seis meses de mandato, como vai comportar seu pensamento e sua realização no campo da saúde, principalmente no tocante ao hospital municipal, um dos gargalos da administração, não podendo esquecer a rede de atenção básica de saúde que são os postos e as policlínicas em diversos bairros da cidade.

 

Acontecer

Outra questão para ser resolvida de uma vez por toda, por parte do vice Zé da Jodan, será a reativação da Usina de Asfalto, aliás, o funcionamento da Usina, visto que a mesma foi instalada a quase três anos, mas nunca funcionou a contento e, quando entrou em ação por alguns dias, foi para atender a cúpula do (MDB), a serviço de Cacoal. Vamos aguardar e torcermos para que tudo dê certo, mas não podemos esquecer que é preciso ter voz e caneta para concretizar, uma vez que a figura do vice é bastante reduzida.

 

Na frente

Em que pese o grande número de candidatos em Rolim de Moura, para concorrer a eleição suplementar em de dezembro, um nome que vem ganhando musculatura política, é a do prefeito interino, Aldo Júlio, que numa administração em menos de sessenta dias, já saldou duas folhas de pagamentos dentro do mês trabalhado. Com essas atitudes frente aos funcionários públicos, sem sombra de dúvida, ele, caso saia candidato a prefeito, sai levando vantagens sobre os demais, uma vez, que a categoria ultrapassa mais de mil e quinhentos funcionários municipal.

 

 

São pedro

A secretaria de obras públicas de Rolim de Moura, até que vem exercitando para limpar várias ruas e avenidas da cidade, principalmente os bairros, mas, São Pedro, não abre mão de soltar suas trombas d’água que termina atrapalhando os serviços em execução. Realmente com esses últimos reboliços da política local, acabou gerando atraso na limpeza da cidade, onde a periferia é quem mais sofre com os enormes buracos, tendo os motoristas as vezes, fazer a volta a dois quarteirões pois as crateras são muito grandes.

 

Olho vivo

O prefeito Aldo Júlio, tem que se mobilizar bastante até o final do ano, junto a bancada rolimourense, na tentativa de carrear as emendas que estavam elencadas para o município. Não pode dá mole, e tem que procurar os senadores Raupp e Cassol, bem como Marinha e Luiz Cláudio, para quem assumir ainda em dezembro, possa ter a emenda assegurada para o ano que vem, principalmente a que foi tão badalada, para construção de uma nova prefeitura. Tem que apertar o cerco com todos eles, afinal, não tem mas para onde correr, porque senão, eles podem alocar para outros municípios, olho vivo prefeito.

 

Pensamento maluco

Com essa nova onda de disputar o Casarão de Madeira, de Rolim de Moura, se avoluma dezenas de nomes ventilados para serem futuros candidatos. Muitos deles nem são filiados à agremiação partidária, mas se lançam de qualquer maneira, pensando que a coisa é somente da vontade dele, como se não tivesse as credencias necessárias dos trâmites partidário. Numa dessas rodas de conversa, um pretenso candidato afirmou que pode até inventar um falso atentado para ganhar notoriedade política, como foi o ocorrido com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Tem candidato pra todo gosto, mas, desse jeito já começa demonstrar que não está preparado para governar os 60 mil habitantes.

 

Vitorioso

O grande vencedor dessas eleições e, com todos os méritos foi o ex-governador Confúcio Moura. Moura que renunciou ao mandato para sair candidato ao Senado, encontrou barreiras dentro do próprio partido (MDB), mas, conseguiu ultrapassar as divergências e se elegeu senador da República e de quebra, ainda participou da vitória de seu ex-secretário de Estado, coronel Rocha Matos.

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