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Caminhoneiros insatisfeitos com governo Bolsonaro não descartam nova paralisação em dezembro

O motivo seria a insatisfação da categoria com o governo de Jair Bolsonaro, que, segundo França, líder da categoria, não cumpriu o que prometeu aos trabalhadores e também contra as 11 altas do diesel este ano.

Fonte: Correio Brasiliense, Rolnews, Veja - Em Geral - 09/12/2019 07:41:00 hrs

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Caminhoneiros insatisfeitos com governo Bolsonaro não descartam nova paralisação em dezembro

Caminhoneiros insatisfeitos com o governo do presidente Jair Bolsonaro prometem parar o país a partir da segunda-feira (16). A afirmação foi feita por Marconi França, líder dos caminhoneiros autônomos. Em matéria da jornalista Vera Batista publicada no Correio Braziliense, França afirmou que “pelo menos 70%” dos cerca de 4,5 milhões de profissionais autônomos e celetistas vão parar em todo o país. O motivo é a insatisfação da categoria com o governo de Jair Bolsonaro, que, segundo França, não cumpriu o que prometeu aos trabalhadores. “O governo não cumpriu nada do que prometeu. O preço do óleo diesel teve 11 altas consecutivas, em 2019. Não aguentamos mais ser enganados pelo senhor Jair Messias Bolsonaro, que protege o agronegócio e diz que o caminhoneiro só sabe destruir rodovias“, reclamou França.

O líder do movimento disse ainda que a duração do protesto não foi definida, ou seja, não se sabe se será prolongado por mais dias. O movimento nacional dos caminhoneiros tem o apoio do presidente da CUT/RJ, Sandro Alex de Oliveira Cezar.

O líder sindical destaca que ainda existe um racha na categoria dos caminhoneiros. “Cerca de 30% ainda acreditam no governo e no presidente da República. Mas nós temos certeza de que vão se conscientizar da necessidade de melhores condições de trabalho”, destacou Cezar.

Em abril deste ano, o governo Bolsonaro anunciou um pacotede medidas para ajudar a categoria, mas a liderança foi contra e anuniou greve para maio, mês que completaria um ano da greve passada. Na época, a Petrobras elevaria o diesel em 5,75%, mas após intervenção de Bolsonaro, a estatal voltou atrás.

Em novembro, os caminhoneiros chegaram a anunciar que fariam nova greve, mas a categoria estava dividida e chegaram ao consenso que não era o momento para paralisação. Naquele mês, houve uma reunião entre lideranças e governo para esclarecimentos e não houve greve.

 

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