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Fonte: Folha de São Pauloi - Em Esporte - 22/11/2023 09:17:00 hrs

Em uma noite tensa, dentro e fora do gramado do Maracanã, a Argentina venceu o Brasil nesta terça-feira (21), por 1 a 0, em confronto pelas Eliminatórias da Copa do Mundo.
O resultado agravou a crise na equipe comandada por Fernando Diniz, agora apenas sexta colocada do torneio classificatório —a posição é a última que garante vaga direta para o Mundial de 2026—, com sete pontos em seis jogos disputados.
Depois de perder para Uruguai e Colômbia, e pela primeira vez acumular duas derrotas consecutivas nas Eliminatórias, o Brasil viu a marca negativa ficar ainda pior.
Foi, também, o primeiro revés dos brasileiros como mandantes no classificatório. Antes, eram 64 partidas, com 51 vitórias e 13 empates.
Neste ano, considerando todos os confrontos, foi a quinta derrota brasileira em nove jogos disputados até aqui, três deles disputados sob o comando do treinador interino Ramon Menezes, nos amistosos contra Marrocos (2 a 1) e Senegal (4 a 2).
O jogo
Atuando sem Neymar e Vinicius Junior, machucados, a seleção brasileira sofreu novamente com a falta de poder de fogo de seu ataque. Com exceção de uma chance clara desperdiçada por Gabriel Martinelli, o goleiro Emiliano Martínez teve pouco trabalho.
Os brasileiros até fizeram a bola rondar a área adversária, mas pecaram no passe final e nas finalizações. A Argentina, mesmo com Messi em noite pouco inspirada, conseguiu buscar a vitória com um gol aos 18 minutos do segundo tempo, quando Otamendi marcou de cabeça após cobrança de escanteio.
Antes do fim, a equipe de Diniz ainda teve um jogador expulso, aos 36 da etapa final, quando Joelinton recebeu vermelho direto por reagir a agarrão de De Paul.
Com um a menos, ficou ainda mais difícil de evitar a primeira derrota da seleção brasileira em casa em jogos pelas Eliminatórias.
Confusão pré-jogo
Uma briga nas arquibancadas do Maracanã atrasou em quase meia hora o início da partida entre Brasil e Argentina, na noite de terça-feira (21), pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. As cenas de violência foram vistas desde que os times se perfilaram para a execução dos hinos nacionais no Rio de Janeiro.
A confusão foi registrada no setor sul do estádio, atrás de um dos gols, onde havia brasileiros e argentinos. Houve conflito entre torcedores, com intervenção de policiais militares e agentes de segurança que trabalhavam na arena carioca.
Os atletas da Argentina, que começavam a se organizar para uma foto posada, perceberam a movimentação e se dirigiram às proximidades do local do entrevero. Marquinhos, o capitão do Brasil, fez gestos na tentativa de acalmar a situação, o que não ocorreu imediatamente. Seguranças usavam seus cassetetes enquanto assentos arrancados da arquibancada eram atirados.
Após cerca de dez minutos de confusão, a seleção argentina se retirou do gramado e a realização da partida ficou em dúvida. Após cerca de 20 minutos, porém, já com a briga aparentemente controlada, a equipe de arbitragem comunicou que a bola rolaria.
Os jogadores argentinos retornaram ao campo, para novo trabalho de aquecimento, e o apito inicial foi trilado às 21h58, 28 minutos após a programação inicial.
Quando o jogo finalmente começou, oito pessoas haviam sido detidas, entre brasileiros e argentinos, e duas haviam sido levadas ao centro médico do Maracanã.
A partida foi realizada com torcedores das duas seleções misturados no estádio. Os argentinos estavam mais concentrados atrás de um dos gols, local em que ocorreu a briga.
De acordo com a Polícia Militar do Rio, não havia divisão por determinação da organização do jogo, responsabilidade da equipe mandante. Questionada, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) informou que contratou para isso o Consórcio Maracanã, que administra a arena.
A reportagem procurou o Consórcio Maracanã, operado desde 2019 pelos clubes Flamengo e Fluminense, e não teve resposta até a atualização deste texto.
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