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Polícia
Fonte: Metropoles - Em Polícia - 15/11/2019 04:03:00 hrs
O suspeito de matar e esquartejar o vigilante Marcos Aurélio Rodrigues de Almeida, 32 anos, trabalhou em um supermercado de Samambaia como fatiador no setor de açougue. A informação veio de funcionários do comércio que conhecem o rapaz. Ele e uma ex-namorada da vítima seriam os responsáveis pelo crime. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga se Marcos foi assassinado na residência (foto em destaque) onde o casal* suspeito morava, na QR 325 de Samambaia.
Um funcionário do mercado, que preferiu não se identificar, disse ao Metrópoles que não se fala em outro assunto no local. “Surgiram os boatos aqui e estamos todos chocados porque ele foi preso. Ele já não trabalhava mais na rede, mas eu o conheci. Gente boa e tranquilo. Difícil de acreditar que possa ter feito algo tão ruim”, opinou.
“Quando comecei a trabalhar aqui, ele saiu. Tivemos pouco contato. Nós estamos ouvindo algumas coisas difíceis de acreditar. Pelo pouco que o conheci, me parecia um cara calmo e trabalhador”, diz outro empregado do comércio. De acordo com um dos responsáveis pelo mercado, que preferiu não se identificar, o homem foi demitido há um ano. Antes, trabalhava como fatiador no local.
O homem e a ex-namorada de Marcos teriam usado um objeto extremamente afiado para esquartejar o vigilante. Fontes policiais confirmaram à reportagem que, pelas características dos ferimentos, os autores da barbárie produziram cortes “precisos e limpos”. Segundo as investigações, o segurança particular foi assassinado no sábado (09/11/2019), após cair em uma suposta emboscada armada pela ex.
Residência
Com autorização do proprietário, o Metrópoles teve acesso ao imóvel na manhã desta quinta-feira (14/11/2019). O local passou por perícia, mas ainda há vestígios de sangue em alguns pontos, como embaixo do tanque na área externa.
Panos ensanguentados também foram deixados no mesmo local. Desde terça-feira (12/11/2019), quando o casal foi preso, não tem mais ninguém no endereço. Apenas uma gata foi deixada no local. No terreno, há a casa principal e uma outra no fundo. O proprietário do imóvel disse que havia alugado a residência para o casal morar com a filha da mulher, uma adolescente, há cerca de um ano.
Eles diziam ser primos. “Moraram juntos na residência principal de novembro do ano passado até junho deste ano, quando ela pediu que liberasse a casa dos fundos para o homem ficar lá e ela ter mais privacidade com a filha. Desde agosto, eu não recebo os aluguéis. Já estava tendo problemas. Agora, irei à Justiça para saber o que fazer com os objetos deixados no imóvel”, destacou.
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