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Fonte: Rondoniaovivo - Em Geral - 29/11/2019 05:45:00 hrs

Em mais um trabalho de recondução de animais silvestres à Natureza, a Secretaria de Meio Ambiente (Semma) de Vilhena salvou mais um espécime ameaçado no Centro de Vilhena. Uma preguiça-real (Choloepus didactylus), comumente encontrada apenas no Norte da Amazônia, recebeu atenção da Semma desde que foi encontrada: os servidores se esforçaram por várias horas para retirá-la de fiação elétrica no Residencial União e também cuidaram de sua alimentação até que fosse possível devolvê-la em segurança a seu habitat natural.
O caso aconteceu no último dia 27 e pode ser visto aqui.

O trabalho começou quando a Prefeitura foi avisada que moradores haviam encontrado um bicho-preguiça no bairro União. Ao chegar no local, os especialistas da Semma descobriram que o animal tinha chegado a entrar na casa de uma moradora, que então o colocou em um poste. A preguiça-real subiu até na fiação e corria o risco de ser eletrocutada e de causar um curto-circuito na rede do bairro.
Durante o resgate, funcionários da Semma contaram com o apoio de eletricistas da Energisa, que desligaram parcialmente a rede durante a ação. Acompanhando de perto, o Corpo de Bombeiros também foi acionado. Foi necessário que a Secretaria Municipal de Obras disponibilizasse um caminhão-cesto para que os servidores da Semma fizessem a remoção do bicho-preguiça. Quando alcançaram o animal, os assessores aplicaram um anestésico para poder desvencilhá-lo da fiação.

Solto diretamente em uma árvore de embaúba, a preferida do bicho-preguiça para se alimentar, o animal é mais um dos espécimes salvos pela Prefeitura em parceria com outros órgãos.
A PREGUIÇA-REAL
Esta espécie de preguiça é a maior da família dos megaloniquídeos, que vive há 35 milhões de anos no continente e está bem adaptada ao clima e à vegetação amazônica. Podendo chegar a 85 centímetros de comprimento, atinge de até nove quilos. Ela permanece quase toda a sua vida na copa das árvores e tem músculos fortíssimos, chegando a ficar agarrada nos ramos das árvores até mesmo durante seu longo período de sono que soma 20 horas diárias. O animal pode viver mais de 30 anos e as principais ameaças à espécie são o incêndio e o desmatamento.
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