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Saúde
Fonte: Segundonews.com.br - Em Saúde - 02/12/2021 02:58:00 hrs
O mês de dezembro é dedicado para ações mais efetivas na luta contra o HIV/Aids, sendo o dia 1º o Dia Mundial de Luta Contra a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids), doença que já matou milhões de pessoas no mundo, principalmente nos anos de 1980 e 1990, quando ainda era pouco conhecida.
Hoje existe diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento contra a doença. Além disso, nos serviços de saúde estão disponíveis gratuitamente diferentes formas de prevenção à infecção. Mesmo assim, a crescente nos números de casos positivos em todo o Planeta preocupa as autoridades de saúde, e Cacoal não está de fora desta triste e lamentável evolução.
Conforme informações repassadas à reportagem do SEGUNDONEWS.COM.BR pela enfermeira coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado de tratamento de hepatites virais, sífilis e do vírus HIV (SAE), Neuza Amaral, houve um aumento nos casos positivos de HIV/Aids no município nos últimos dois anos.
Conforme os dados do órgão, atualmente existem 276 casos positivos de HIV em acompanhamento, sendo 196 residentes de Cacoal e 57 outros municípios. Desses, há uma gestante de 20 semanas. Também existem três adolescentes em tratamento. Ainda tem três crianças menores de 3 anos. Entre as crianças, duas são moradoras de Cacoal e uma veio do Mato Grosso.
Ainda, de acordo com a enfermeira, Neuza Amaral, o SAE acompanha cinco crianças expostas ao vírus, nascidas de mães com HIV, que estão aguardando completar 18 meses para encerrar o caso. Porém todos exames são negativos, conforme o protocolo.
"São crianças que nasceram de mães com HIV. Todas eram profilaxia (receberam tratamento), por isso a gente os trata como crianças expostas ao HIV, mas dentro do protocolo e da profilaxia, elas são negativas para o vírus. Porém, a gente só fecha o caso com 18 meses de vida. Os exames já conferem que elas não têm a doença. Todas as mães se trataram durante o pré-natal, então a chance da criança nascer com HIV é zero", explica a enfermeira.
Em 2020 e 2021, conforme os dados do SAE, houve também um aumento de cerca de 15% de HIV positivo entre homens que fazem Sexo com Homens (HSH), de idade entre 20 e 40 anos.
MORTES
Durante esse período foram registradas em Cacoal, três mortes por covid-19 de pessoas infectadas pelo vírus da Aids e outras comorbidades. No entanto, a coordenadora do SAE esclarece que não há registro de mortes exclusivas pela doença.
AUMENTO DOS CASOS PELO MUNDO
Neuza Amaral alerta que os casos de HIV vêm aumentando em todo mundo, fator que preocupa as autoridades de saúde.
"Esse número vem aumentando em nível mundial. A gente está entrando novamente em uma pandemia de HIV. Eu estive no Centro de Referência de Tratamento da Aids, em São Paulo, e em todos os lugares a gente tem visto que as informações são as mesmas. Em outros estados, municípios e SAEs a estimativa de casos está alta", revela.
Em Cacoal, o Serviço de Atendimento Especializado de tratamento de hepatites virais, sífilis e do vírus HIV funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, na policlínica, localizada na Avenida dos Pioneiros, nº: 2295. A tiragem para detecção da Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis pode ser feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
O PEP – Profilaxia Pós-Exposição de Risco é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis, que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.
DEZEMBRO VERMELHO
∎ Aids é a sigla da síndrome da imunodeficiência adquirida, doença causada pelo HIV que ataca células específicas do sistema imunológico, responsáveis por defender o organismo de doenças.
∎ Instituída pela Lei nº 13.504/2017, a campanha Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o HIV.
∎ A data de 1º de dezembro começou a ser lembrada no final dos anos 1980 pelos governos federal e estaduais e municipais, e organizações sociais. Desconstruir o preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/Aids e conscientizar a juventude a respeito de comportamentos seguros de prevenção.
LAÇO VERMELHO
O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a Aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de Aids.
O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à ideia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.

Foto: Divulgação
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