Rolim de Moura - RO, Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020

Cervejaria apresenta vídeo à Justiça com suposto indício de sabotagem

Juíza federal Anna Cristina Rocha Gonçalves decidiu que análise do vídeo não seria feita neste momento do processo.

Fonte: G1 - Em Saúde - 17/01/2020 05:14:00 hrs

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Cervejaria apresenta vídeo à Justiça com suposto indício de sabotagem
Reprodução - BandNews

A cervejaria Backer apresentou à Justiça um vídeo com um suposto indício de sabotagem nos barris de monoetilenoglicol, substância usada em serpentinas de resfriamento da cervejaria. O vídeo foi anexado ao pedido da Backer para retomar as atividades na empresa e não foi divulgado.

A sabotagem seria na composição do monoetilenoglicol, usado pela Backer. Na substância usada na empresa, nas amostras de cervejas e na água da fábrica, foram identificados o dietilenoglicol, que é apontado pela Polícia Civil de Minas como o causador da síndrome nefroneural.

Dezoito casos suspeitos da intoxicação foram notificados, entre eles quatro mortes. Nesta quinta-feira, a Polícia Civil fez busca e apreensão em uma distribuidora na Grande BH que fornece o monoetilenoglicol para a Backer, foram recolhidas amostras dos produtos e documentos. A corporação também ouviu em BH, ex-funcionários da Backer e da distribuidora de insumos.
 
"O Impetrante juntou aos autos vídeo supostamente contendo indícios de sabotagem nos barris demonoetilenoglicol por ele adquiridos junto ao seu fornecedor. Todavia, não cabe a análise dessa questão na viaestreita do mandado de segurança", diz a Juíza federal substituta Anna Cristina Rocha Gonçalves, na decisão.

O pedido para retomar a produção na fábrica foi aceito parcialmente pela juíza. Ela determinou nesta quinta-feira (16) de forma liminar a reabertura da fábrica da Backer, em Belo Horizonte. O local foi interditado na última sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa). A juíza ainda definiu uma série de medidas que devem ser tomadas pela empresa e ministério. A venda das cervejas segue proibida.

A juíza ainda autoriza que a Backer volte a envasar garrafas de cervejas nos tanques não lacrados na fábrica referente a outros rótulos produzidos pela Backer, exceto Belorizontina e "Backer".

Na mesma decisão, a justiça estipulou prazo de 48 horas para que o Ministério da Agricultura comece a apresentar análise laboratorial dos tanques de cerveja ainda não periciados. Para voltar a comercializar as cervejas engarrafadas a Backer precisará constatar que elas estão livres de contaminação.

Cervejaria apresenta vídeo à Justiça com suposto indício de sabotagem

Mortes

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES) investiga três mortes por suspeita de síndrome nefroneural em Minas Gerais; um caso já foi confirmado. No total, quatro mortes podem estar relacionadas a síndrome, provocada por intoxicação pela substância tóxica dietilenoglicol. 

O último caso aconteceu em Pompéu, na Região Centro-Oeste do estado. Trata-se de uma mulher de 60 anos. Ela morreu de insuficiência renal no dia 28 de dezembro. O caso já havia sido notificado pela Secretaria Municipal da cidade e entrou no boletim da Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (16).

A ligação entre a síndrome e a contaminação por dietilenoglicol é investigada pela Polícia Civil. Análises feitas pela perícia do Instituto de Criminalística da corporação apontaram a presença da substância em amostras da cerveja Belorizontina. Ela é tóxica e também foi encontrada em exames de sangue de quatro dos pacientes internados em Minas Gerais.

A Backer nega que usa o dietilenoglicol no processo de fabricação. Ele foi encontrado pelo Ministério da Agricultura em um tanque de fermentação e na água usada pela cervejaria.

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