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Polícia
Fonte: G1 - Em Polícia - 23/08/2022 11:01:00 hrs

A Polícia Federal cumpriu na manhã de hoje (23) mandados de busca e apreensão contra empresários bolsonaristas que, em um grupo de WhatsApp, defenderam um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro de 2022.
As mensagens foram reveladas pelo colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles.


Reprodução/Metrópoles
Segundo apuração do UOL, as medidas contra os empresários foram pedidas pela PF. A operação foi autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes e envolve 35 policiais federais.
A decisão foi tomada na última sexta (19). Os mandados são cumpridos nesta terça-feira (23) em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.
São alvos da operação desta terça:
Além das buscas, Alexandre de Moraes também determinou:
A defesa de Luciano Hang enviou a seguinte manifestação do cliente: "Sigo tranquilo, pois estou ao lado da verdade e com a consciência limpa. Desde que me tornei ativista político prego a democracia e a liberdade de pensamento e expressão, para que tenhamos um país mais justo e livre para todos os brasileiros. Eu faço parte de um grupo de 250 empresários, de diversas correntes políticas, e cada um tem o seu ponto de vista. Que eu saiba, no Brasil, ainda não existe crime de pensamento e opinião. Em minhas mensagens em um grupo fechado de WhatsApp está claro que eu nunca, em momento algum falei sobre Golpe ou sobre STF. Eu fui vítima da irresponsabilidade de um jornalismo raso, leviano e militante, que infelizmente está em parte das redações pelo Brasil."
Daniel Maia, advogado do empresário Afrânio Barreira, disse que a operação é "fruto de perseguição política e denúncias falsas, as quais não têm nenhum fundamento". Disse ainda que o cliente está "absolutamente tranquilo e colaborando com a busca da verdade, a qual resultará no arquivamento da investigação".
A assessoria de Luiz André Tissot informou que a empresa e o empresário não irão se manifestar sobre o tema.
A defesa de Ivan Wrobel informou que o cliente tem "histórico de vida completamente ligado à liberdade". "Em 1968 foi convidado a se retirar do IME por ser contrário ao AI5. Nada na vida dele pode fazer crer que o posicionamento daquele momento tenha mudado. Colaboraremos com o que for preciso para demonstrar que as acusações contra ele não condizem com a realidade dos fatos", informou.
A defesa de Marco Aurélio Raymundo informou que o cliente "ainda desconhece o inteiro teor do inquérito, mas se colocou e segue à disposição de todas autoridades para esclarecimentos".
A GloboNews e o g1 tentavam contato com a defesa dos demais empresários até a última atualização desta reportagem.
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